sábado, 16 de outubro de 2010

Ima + Duo = Nabarone Duo Collaboration

Viva,


Numa colaboração entre a IMA e a Duo, nasceram quatro amostras, das quais apresento estas três. Todas elas foram desenhadas para um roll e wobble soberbos e um lançamento potente. E assim se confirma.


Ima Nabarone 125S Duo Collaboration

  • Afundante
  • Tamanho 125cm
  • Peso 17,5 gr
  • Em recuperação trabalha na capa de agua entre 60cm a 120cm
  • Triplos Owner ST46 #6




Esta amostra quando interrompida a recuperação, afunda com um ligeiro wobble. Os flancos emitem "flashes" devido ao efeito que o artificial produz em recuperação linear. Nesta cor e em aguas lusas, esta amostra é uma excelente aposta devido ao nível de realismo. Lança tão bem como as Daiwa Saltiga de 17cm e possui sistema de transferência de pesos. Mares de inverno, em pesqueiros de areia e pouca pedra, são o habitat natural desta amostra afundante.

Ima Nabarone 150F Duo Collaboration

  • Flutuante
  • Tamanho 15 cm
  • Peso 16 gr
  • Em recuperação trabalha na capa de agua entre 20cm a 80cm
  • Triplos Owner ST46 #6



Esta amostra flutuante assemelha-se à Duo Tide Minnow Slim 175, mas a forma do corpo na cauda é diferente. Nesta versão o dorso junto à cauda tem um ângulo mais cavado e não linear com a Duo Tide.  Tem um efeito rolling e wobbling muito intenso e deve por isso emitir vibrações e um efeito visual atraente. Tal como a sua irmã afundante, deve ser usada em aguas com boa visibilidade, durante o dia ou com luar, aguentam mares fortes porque aquela pala agarra bem a agua. Os preços são uma agradável surpresa, isto se comparar-mos com as Daiwa Shore Line Shiner SL-17 ou com as Duo Tide. 

O único reparo que faço é nos olhos. Apesar de serem bastante realistas e de boa qualidade, não são 3D. Mas isso pode resolver-se com uma costumização. 

Abraços.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Spinning com a descendência


Viva,

Educar e criar um filho é uma tarefa para a qual não existem manuais. Eles são fruto de uma percentagem genética e outra completamente aleatória, e por isso, um descendente é sempre uma caixa de surpresas.

Lembro-me de quando era miúdo, vivi experiências que me marcaram para toda a vida, e que me fizeram tomar gosto por certas actividades. Um delas foi ir à pesca com o meu Pai, na marginal de Lourenço Marques, actual Maputo. Uma cana de 2,40m de fibra e um carreto Sofy e muito peixe.




Os tempos são outros e os estímulos comuns a esta geração tem outras actividades preferenciais, mais caseiras, mais tecnológicas. Eu com a idade do meu filho, passava horas na rua a brincar.

E de pequeno se torce o pepino. Levei-o a lançar umas amostras e ver se a sorte nos calhava e se lhe punha o gosto.



Explicar o mar, os seus preceitos, o comportamento das espécies e o significado da amostra e o que ela vale para o peixe. "Pai, os peixes mordem isto?, mas é de plástico!"


"Pois, é de plástico, mas tem cores e forma de peixe pequeno e move-se de uma maneira que parece que está ferido". E com olhos de atenção que se mira o mar a ver o que acontece. 


Fazer a pedagogia que os seres deste planeta tem direito à vida e ao respeito, para mais tarde fazer uma pesca de consciência. A pesca está feita com uma foto do troféu, mesmo que se devolva o exemplar ao mar em condições de saúde. 


Deixa-los tentar sozinhos para ganharem confiança é fundamental. Neste dia tivemos azar com as capturas, as cavalas estavam longe e não chegava-mos a elas.


Há-de voltar e há-de crescer, para lançar estes enganos com anzóis triplos muito afiados, em pesqueiros de pedra e areia, ao meu lado, como o meu companheiro de pesca, de todas as pescas.


Abraços.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Três Senhoras

Viva,

São três senhoras amostras. Por serem senhoras e de gosto requintado, devem ser tratadas com cuidado e carinho.

Elas gostam de mares mais calmos, de areal ou misto. Aliás têm vantagem em zonas de rocha, porque como afundam pouco, podemos pescar com mais confiança e não perder amostras. E perder uma senhoras destas, faz mossa.

Z-Claw - Gan Craft

  • 10 cm de comprimento
  • 20 gr de peso
  • Flutuante
  • Capa de agua, da superfície até 20 cm.
Esta amostra é de superfície e relativamente pequena. Se o mar o permite e em pesqueiros com fundos de pedra ou rochas ilhadas, gosto de começar a pescar com uma amostra deste tipo. Aliás, mesmo depois de a usar e de alterar para outras, volto sempre a insistir com elas. Lança muito bem graças à esfera de grandes dimensões que tem na cauda (tem outra na cabeça mais pequena) e tem um rattling grave. Se baixarmos a ponteira da cana, a Z-Claw mergulha um pouco mais e trabalha até aos 20 a 30cm, que é como faço na maior parte das vezes.Os acabamentos são excelentes, os triplos também e tem uma variedade de cores interessante. Esta é a Mullet.


Feed Shallow - Tackle House


  • 12,8 cm de comprimento
  • 18,5 gr de peso
  • Flutuante
  • Capa de agua de 5 a 50cm.

Esta amostra é de sub-superfície, é dotada de uma pequena pala que a faz mergulhar um pouco. Tem uma acção diferente das restantes amostras com esta forma, "roll" a nível da cabeça com um ritmo mais lento. Os triplos são aceitáveis. Os acabamentos são muito bons. A cor da foto é a Sardine.


Tanto - Jackson

  • 12 cm de comprimento
  • 30 gr de peso
  • Flutuante
  • Capa de agua, superfície a 10cm


É uma maratonista a bater agua. Quando se quer sondar todo o pesqueiro, até onde esta amostra alcança, fazemos um leque de 40 metros ali à volta num instante. Lança que é uma maravilha, sai sempre direita e equilibrada. Aguenta mares mais fortes e a par com a Z-Claw com a ponteira da cana baixa, trabalha na primeira capa. Tem uns triplos à Padeira de Aljubarrota. 


Estas três senhoras devem sempre estar presentes e ir a agua. No inicio, a meio ou fim da sessão. A primeira e a ultima fazem um walk the dog com manda a lei, embora em termos pessoais não utilize muito essa técnica. São caras, mas valem a pena e se tivermos o mínimo cuidado, não têm tendência a prender porque mergulham pouco.

Entre elas não tenho preferências e cada uma têm características um pouco diferentes e deve ser usada de acordo o mar e o pesqueiro. 

Abraços.

Estar ao pé do mar...

Viva,

Estar junto ao mar é magico. É um sentimento difícil de explicar e bom de saborear. Então se for com uma cana na mão e uma amostra  no fim da linha, melhor. 


E as horas passam e não damos por elas, nem pelo cansaço de ar quilómetros pelas areias. Fazemos centenas de lançamentos numa sessão de spinning e cada lançamento é uma esperança, uma ansiedade, uma expectativa. Literalmente lançamos muito para sermos compensados uma ou duas vezes, quando somos. 


Contemplar o mar, quem vive nele e pensar com guelras...Sentir o cheiro da maresia que nos faz respirar fundo e encher o peito, então se for de manhã com o nascer do sol, parece que acordamos acordados.


Procurar, procurar...é ali naquela aguagem que eu vou fazer voar a minha amostra e é ali que ela vai passar. Naquela coroa de fora onde tenho a certeza que vou despertar um robalo de bons e bonitos quilos. Se nada acontecer é porque não escolhi a cor certa, porque eles andam por aí.


Que ser bonito este mini Marlin! Um peixe agulha que se fez à minha Zonk. E dão luta, luta pela vida. Foi salvo e devolvido ao seu ambiente.


E assim, com esta alegria e com a satisfação de mais uma jornada bem gozada, volto à Terra, a pensar na fome que tudo isto me deu e no banho que vou tomar, no conforto de casa que me espera. 


Abraços.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

1º Amostra Hand Made (Fase 2 / Stage 2)

Viva,


Depois de uma boa lixadela que reduziu mais um pouco o tamanho da amostra, comecei a cobertura com fita de alumínio. Com uma régua e um pequeno punção de ponta romba, fiz uns losangos ao cruzar linhas obliquas, para dar o efeito de escamas. 

Depois foi recortar usando como molde a própria amostra. A barriga e dorso ficam sem cobertura de alumínio para depois serem pintadas com o aerografo.   


Ficou assim ;






Agora vem a parte para mim mais difícil. Apesar de tudo ser novidade, de estar a fazer uma amostra de madeira pela primeira vez, até agora as técnicas eram relativamente simples. A pintura por aerografo tem os seus segredos. Acertar na mistura de tinta com o diluente para que agarre na madeira lisa e na folha de alumínio, não vai ser fácil. Vou fazer uns testes primeiro para ter a certeza que quando pintar, a tinta está no ponto. 

O dorso vai ser pintado de roxo e a barriga de branco como habitual e natural. Aqui o segredo é dar tantas de mão até a tinta ficar ao mesmo nível da folha de alumínio. No fim vai levar umas barbatanas pintadas, umas peitorais e talvez umas pélvicas. Ainda não decidi que cor. 

Abraços.

Depois da tempestade, a bonança!

Viva,


Quem diria que depois dos mares e marés dos últimos dias, o bom tempo e um mar com condições para spinning vinha aí...!



Com uma orientação muito incerta, o vento vai estar fraco e uma ondulação a baixar até ao final da semana, até ficar quase chão. No fim de semana que vem vamos ter ondulação de 90 cm. O peixe vai encostar ao longo da semana e dá vontade de meter estes dias de férias e dedica-los ao spinning. 

Vou-me desforrar e aproveitar esta benesse. Toca a molhar as amostras!

Abraços.

domingo, 10 de outubro de 2010

1º Amostra Hand Made (Fase 1 / Stage 1)



Viva,


Apesar de ter começado uma amostra em balsa inspirada na Z-Claw (projecto suspenso), mudei de tipo de madeira e experimentei o pinho. Escolhi uma régua sem nós e fiz-me a ela. 

A balsa é leve, muito fácil de trabalhar, mas ambas as qualidades não são desejáveis para fazer amostras, pelo menos começa a ser a minha opinião. É demasiado leve e qualquer toque fica tudo marcado ou desbasta demais.

O pinho é muito mais rijo e tem peso. A madeira ideal ainda estou para encontrar. Qualquer coisa entre Faia e Cipreste, Freixo e Amieiro seria óptimo, ou outra ainda a descobrir.

Comecei por fazer um molde em papel inspirado numa Daiwa Shore Line Shiner SL17F. Fi-lo por contorno. 


Com uma serra de recorte (Tico Tico), e uma serra fina da Bosch, recortei as duas metades.


Com arame de aço inox de 0,9mm fiz a armação com as marcações originais da Daiwa. Preguei uns pregos numa pequena tábua nos sítios dos olhais. Depois foi fazer o circuito com o arame.
Talhei em ambos os lados o caminho onde o arame vai passar, fi-lo com a Dremel e com um acessório para talhar em alta rotação. Ficou tosco, mas como não é visível, não há problema. 


Agora o próximo passo é cavar as cavidades onde as esferas irão trabalhar. Mais uma vez analisei as zonas na amostra original e marquei em ambos os lados, os sítios onde as cavidades iriam estar. Com outro acessório da Dremel para fresar, abri os canais.


Coloquei a armação. com seis esferas no meio e duas mais pequenas atrás, colei com cola de madeira branca. Ficaram sobre pressão de molas durante uma noite. O aspecto é o que vê abaixo já depois de um desbaste inicial com a lixa cilíndrica da Dremel.



Depois com a faca Portuguesa ali da Benedita, afiada no esmeril e depois na pedra de amolar, comecei a talhar para dar forma à amostra.





Depois voltei à Dremel com a lixa cilíndrica e rectifiquei e terminei a forma. O acabamento foi feito à mão com lixa 240.

Os próximos passos são ainda passar mais lixa e depois a fita de alumínio e as pinturas e olhos, que é a fase mais critica e que dita o aspecto final.

Abraços.