domingo, 1 de maio de 2011

Street Fishing

Numa destas noites, optámos por fazer uma pesca que me agrada muito. Um street fishing, uma pesca urbana, confortável, seca, com equipamento leve, sem grandes caminhadas… só uma sessão agradável com a cidade por trás a confortar-nos com as suas luzes e movimento habitual.

Este tipo de pescas quase que convida a ir beber um copo pelo meio. E porque não? Estar com os amigos numa zona ribeirinha, com a sua vida nocturna de sábado à noite, e depois ir ao carro buscar o material e ir fazer uma sessão ali mesmo, junto aos barcos e aos muros da marina (é pena que cá não haja uma cultura mais desportiva da pesca, e por isso não seja permitido pescar em zonas portuárias ou marinas).

Bem, voltando à nossa sessão, montámos o equipamento, eu levava o conjunto de casting, o qual uso na maioria das saídas de Street Fishing, já que me dá mais gozo, e é um set up que permite grande precisão e capacidade de reacção na ferragem.

Começo por lançar para junto de uns pilares, e deixo a amostra afundar, percorro uns quantos pilares, dando tempo à amostra para trabalhar na corrente, dou uns toques pelo meio, e sigo para a frente. Entretanto o Fernando que estava comigo ficou para trás. A uns 30 metros de onde eu estava era um local que me estava a deixar inquieto… queria lá chegar, porque me parecia bom. Fui andando, e experimentando a zona, enquanto lentamente me aproximava do local. Havia ali uma parede grande, com alguma luz, e queria colocar lá um vinil a trabalhar na corrente.

E assim fiz… uma, duas, três vezes, e nada. Entretanto lanço mais para fora, para bater mais água, e venho a recolher. Quando achava que já era tempo de recolher, uma vez que já tinha a amostra muito em cima vejo um peixe a ir em direcção à amostra. Eu já via a amostra e o peixe tinha falhado o ataque, mas em menos de nada voltou outra vez, com uma velocidade que eu pensei que só tivesse passado pela amostra. Mas passado um momento, sem a ver, apercebi-me que o ataque tinha sido efectivo e ferrei. Começou então a debater-se muito energeticamente. Como eu estava a uns 4 metros acima de água, e o xalavar estava no carro… fiquei sem saber o que fazer. Tentei chamar o Fernando, mas ele não me ouviu. Bem, cansei mais o peixe e fiz algo muito arriscado, Puxei o peixe pela linha, mas este deu uns safanões, e então desci-o novamente para evitar que partisse a linha. Como não tinha outra hipótese voltei a içá-lo rápido, mas suavemente, e lá consegui.


Entretanto voltei a chamar o Fernando e a fazer-lhe sinal para trazer o xalavar. Agora já com backup voltei ao mesmo. Mas agora mantive o vinil mais tempo à superfície. Entretanto começamos a ver novamente peixe. Andava agressivo, e nitidamente a atacar. Da mesma forma que tinha tido o primeiro ataque, um segundo. Outro robalo, mais pequeno, mas que lutou bem, levando também alguma linha. Para este já tinha-mos o xalavar e rapidamente trouxemos o animal.
Mais uma foto.

Este voltou para a água, como aliás voltam todos os que têm este tamanho ou menos. Gostamos muito de um bom Robalo no prato, mas gostamos ainda mais deles na ponta da linha.

Equipamento
Descrição
Carreto
Shimano Curado 201E
Cana
Quantum KVD MH 6’6’’ ¼-1½ oz
Amostra
Storm Pro Shad 6’’ branco
Cabeçote
Offshore Angler 21gr

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Rock Fishing (Canas)

Viva,

Já apresentamos algumas amostras para Rock Fishing na vertente mais leve - LRF e também algumas soluções adaptadas da pesca ao Achigã para HRF, uma prática dirigida a espécies maiores, por exemplo o Bodião. É bom que tenhamos claro que são amostras adaptadas, com montagens bricoleiras, outra coisa são as amostras desenhas e construídas, para mar e para as espécies alvo.

Agora vamos às canas. Existem várias opções no mercado, de marcas nipónicas, algumas com valores de aquisição fora do alcance (ou não) com inquestionável valor e qualidade, e outras mais acessíveis e com uma excelente relação preço-qualidade. 

Estou a falar da Major Craft e das séries SPS-S7* e SPS-T7*. São canas desenhadas para Rock Fishing com casting weigth entre 0,5gr até 7gr e tamanhos entre as 70" e as 79". Os preços são uma agradável surpresa.

Tabela de características.


Pormenores e acabamentos





Têm aqui uma solução com um preço de aquisição de aproximadamente 50€ e depois depende de onde fará a encomenda, somar os portes e direitos aduaneiros caso seja fora da UE.

Num próximo post sobre canas para Rock Fishing e como estamos em crise, e não sabemos quanto vai durar, vou apresentar uma ou duas soluções de outras canas que podem ser adaptadas ao RF e com preços de aquisição na ordem de uma arroba de euros.

Abraços.

Fernando Rodrigues.
As fotos apresentadas são do site oficial

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Daiwa Luvias 3000 - Manutenção

Boas,


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Quero antes de mais nada dar uma Saudação Salgada a todo o pessoal do Spinning. Muitos de vocês já me conhecem, uma vez que isto é um mundo pequeno. Agora, a convite do Fernando também vou por aqui publicar uns posts (espero que úteis, ou minimamente interessantes). Um grande abraço a todos, desejos de boas sessões, e cá fica o meu primeiro Post.

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Há uns bons meses, quando adquiri o meu Luvias, andei de volta em tudo o que era forum e blogs à procura de umas vistas do carreto aberto. Queria ter a noção da forma de construção deste carreto, em relação aos Shimanos. Apenas consegui ver o esquema explodido do carreto, e nenhumas fotos.

Entretanto sabia que mais cedo ou mais tarde teria que o abrir e fazer-lhe a devida manutenção - limpeza, lubrificação, e desejavelmente nenhuma substituição de peças (algum rolamento ou conjunto pinhão/roda de coroa).

A seguir cá vão umas fotos do carreto (cliquem nas fotos para as verem maiores):


- desmontado e limpo


- anilha de encosto da roda de subida e descida do rotor




- veio, came, roda mandada e veio guia de subida e descida do rotor



- transmissão primária e secundária já montadas e lubrificadas



- tampa (atenção ao aperto dos parafusos no corpo do carreto, este material - liga Zaion - não aceita erros)



- anti-reverso




- rotor



- aperto do conjunto - em todos os rolamentos coloquei oleo fino, e nas engrenagens massa, também fina, com base em teflon



- apoio da bobine




Abraço,
Miguel

sábado, 23 de abril de 2011

Geena 70 Shad - Saltex (Public Lures)

Viva,

As amostras não se medem aos palmos. 


Ultimamente tenho usado muito esta amostra. Uso-a em duas circunstancias diferentes. Uma quando as amostras maiores ou longas, não mostram resultados e então uma amostra mais pequena e nervosa pode despertar os instintos do predador. Outra quando vou fazer uma pesca mais especifica orientada ao pesqueiro e ao alvo, neste caso às bailas e aqui o tema cor também é importante.

Esta pequena amostra suporta correntes muito fortes e é precisamente na presença de correntes que mostra todo o seu potencial de vida. Pode e deve ser usada em pesqueiros que tenham estas características e obviamente as baías e estuários são o habitat natural deste Shad.


Sendo afundante e com uma recuperação média, é capaz de cobrir quase todas as capas de agua. Em pesqueiros de pouca corrente e a nadar através da recuperação do carreto sente-se perfeitamente as vibrações (rolling) na ponteira da cana, e dentro de agua produzem-se reflexos de luz numa frequência muito alta, dando muita vida a este artificial.

As 10gr surpreendem no lançamento. Tem este peso, mas é pequena, que faz que seja mais densa e lance muito bem. Com vento de frente e com uma cana pouco apropriada (cw 15-45gr) consegui lançar esta amostra a 35m e estou convicto que com uma cana mais light e pouco vento se consiga ganhar mais uns bons metros.


Este artificial não tem ratling, ideal para pesqueiros mais visitados.

Quando nada parece resultar, puxe desta amostra, lance, deixe a amostra afundar completamente e recupere numa velocidade média alta, com alguns twitch's e algumas pausas. Sinta a amostra a vibrar (trabalhar) e use uma cana com um cw baixo (8-20  ou 10-25).


A Geena 70 Shad é uma amostra de desenho e produção Japonesa.

Ficha técnica

Amostra Caracteristicas
Modelo Geena 70 Shad
Tipo Afundante
Profundidade Desde 60cm até ao fundo
Peso 10gr
Comprimento 70mm
Rolling Muito energético e nervoso
Wobbling Muito acentuado
Ratling N/A
Triplos/Anzois Owner


Abraços.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

The Beautiful Girls

Viva, 

Bem este post é quase um tributo, mas não é, é mais uma descoberta.

Como nasci em 67, passei a minha juventude e cresci a ouvir Disco, Funky, Reggae, Rock nas vertentes todas e imagináveis, muito Rock mesmo... 

Venho falar-vos de uma banda. The Beautiful Girls
E quê que isto tem a haver com pesca ao engano ? Já vão ver...

A Confluence Films fez dois DVD's sobre viagens por este mundo à pesca à mosca. O Drift de 2008 e o Rise de 2009. Este ultimo, o trailler tem uma banda sonora dos The Beautifull Girls que é um registo musical que só por ser feito por verdadeiros músicos.



Fui à procura de mais informação e o que encontrei é excelente e resolvi partilhar. A pesca não é só amostras, canas e carretos. A musica sempre foi um elemento importantíssimo na minha vida, quer quando estamos acompanhados ou sós.
Prestem atenção à faixa que acompanha o trailler e também às imagens que são fantásticas.



E mais quatro faixas da banda.


10:10



Gratitude



My latest Mistake



Music (Mar, ondas, surf, robalos, spinning)....






Quando houver um Ipad à prova de agua, compro. Agua, spinning, robalos e The Beautifull Girls.


Abraços.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A solidão compensa...

Viva,

Chegamos à tarde e estava um vento de Oeste persistente. Olhamos o mar e estava como eu gosto, espuma, muita espuma, ondas de 1,5m e agua lusa e bem oxigenada. Num dos lados uma situação peculiar, característica do pesqueiro e que representa um mundo de surpresas.

Por estar vento, montei umas blue codes slim da Maria e insisti muito com elas, quer na cor sardinha como na amarela fluorescente com clara intenção de ferrar uma espécie que gosta destes tons.

Ferrei um agulha, que apresentava umas cores lindíssimas, aquele verde lateral é soberbo. Libertei o peixe embora uma das fateixas tenha entrado na zona base do olho. Optei por fazê-lo porque o olho não tinha sido afectado.

Mudei de amostras, e fui para os pencil afundantes e depois para amostras mais pequenas e vibrantes. Ferrei um robalote com a Geena 70 Shad  que foi devolvido em perfeitas condições.

Pouco depois foi a vez do Pedro ferrar um mini robalote com uma Zagaia Jugulo de 20gr que também foi devolvido em estado impecável.

Estávamos a chegar à hora limite e fizemos mais um tempo para acompanhar o e Miguel que entretanto chegou.

Arrancamos e deixámos o Miguel sozinho na escuridão. Não se faz, mas teve de ser. De qualquer modo foi compensado.


Mestre deste pesqueiro e provavelmente depois de ter fumado a sua cigarrilha inspiradora, enganou este bonito robalo.





Ficha técnica

Equipamento Descrição
Carreto Daiwa Luvias 3000
Cana Sakura Shukan 9'6''
Amostra Double Slider sardine da Saltex
Anzois/Triplos Single hook Gamakatsu 53

Parabéns Miguel, mais um robalo com muito feeling e devolvido ao mar.


Abraços.

domingo, 17 de abril de 2011

Amostras adaptadas para Rock Fishing

Viva,

Podemos sempre comprar amostras para Rock Fishing, produzidas e desenhadas por marcas que as testam e desenvolvem ao ponto de serem bastante atractivas e quase infalíveis. 

Mas também podemos "desenhar" as nossas. Existem um conjunto de artificiais que andam por ai e que com alguma imaginação e adaptação, podem funcionar em LRF e HRF.

Por exemplo este verme da YUM.



Depois de cortado a meio ficamos com duas partes que depois ferramos com os anzóis lastrados. Num dos meios não necessário fazer nada porque a cauda vai trabalhar tal como vêm na imagem de cima. Na outra cortamos a extremidade em 4 para que dentro de agua seja mais atractivo.


A seguir outro exemplo, de um vinil para o achigã que pode ser usado para Sargos e com capturas realizadas.


Este pequeno vinil da Capture Lures com um efeito pérola na pintura, com aspecto muito realista e um corpo muito macio que produz animações muito nervosas.  É uma amostra polivalente para carapaus, bodiões, savelhas, enfim todas as espécies que gostem de um "Jaquinzinho".


Outra solução é arma-los com os tais anzóis lastradas com menos peso e um trabalhar mais natural, dependendo do pesqueiro e da corrente.
Esta configuração está pensada no HRF, um vinil maior, cabeçote a condizer, imita muito bem um caboz e estou convencido (ainda vou testar) que aos bodiões é um must. É um vinil originalmente pensado para Achigã.


Também pode ser montada em Texas Rig, obviamente ali com o anzol, que neste momento não tenho neste tamanho.


E para finalizar e já com provas dadas às Savelhas, estes diabólicos mini sandeel da SideWinder que montados à Texas ou com cabeçote/anzol lastrado funcionam muito bem.




Vá até às pedras, escolha um pesqueiro pouco frequentado, aliás quanto menos visitado for, melhor, mais à vontade estarão os seus habitantes para atacar os seus vinis. Pesqueiros muito engodados, muito pressionados, para além de terem pouco peixe, parece que hoje em dia pouca gente respeita as medidas mínimas e levam tudo para casa, ou deixam as sarguetas a morrer ali nas pedras, como já vi.

Abraços.