Tínhamos combinado uma sessão depois de jantar. Mar ou Estuário? Vamos fazer um Street Fishing que é mais sossegado, e como amanha acordo cedo convém não esticar. Encontrámo-nos no café, conversamos um pouco e seguimos.
Quando estacionámos o carro, junto à água ainda ficámos um pouco na conversa. Havia ainda muita gente a passear após o jantar, aproveitando o bom tempo e calor que temos tido. Umas noites muito agradáveis sem dúvida, e que são para aproveitar junto à água. Sem dar-mos conta, passou cerca de 1,5h e o material ainda no carro. Lá montámos o equipamento e começámos. O mais importante era mesmo o ambiente (noite quente, e estar com os amigos).
Começámos a lançar, com o espírito descontraído, mas sem grandes expectativas. A viragem da maré seria daí a uns 45 min. Portanto estávamos naquela fase em que a acontecer algo seria daí a algum tempo. O meu curado tinha levado fio novo (PPro 20lb) e eu estava todo satisfeito, parecia que estava tudo novo.
Como a maré estava a parar eu montei um Rolling Shad laranja com cabeçote de 15gr. Era suficiente. E assim andei durante mais de 1 hora a sondar o fundo em várias zonas. Até que… um toque, mesmo no fundo. Um toque estranho, pensei que era um charroco. Mas não, ao ferrar logo a seguir começou a dar cabeçadas e a resistir. Eu tinha o drag relativamente apertado, pelo que a linha que conseguiu levar foi pouca. No entanto ainda resitiu com umas corridas paralelas à margem, já perto.
Um robalo, que engoliu o Rolling Shad por completo. Um animal corajoso que veio quebrar a rotina daquela noite de luxo.
O vinil ficou mal tratado junto ao cabeçote. E o Fluoro também estava ligeiramente roçado (penso que roçou na margem quando o encostei para o gripar).
Nesse caso, era altura de escolher outro. Escolha óbvia, para mim numa noite de luxo, e com aquela hora que gosto a começar a chegar, o princípio da vazante (já com uma hora depois da viragem). Alguma água a correr, mas sem ser exagerada a corrente, ainda. A escolha óbvia para mim é um Giant Rolling Shad Branco com um cabeçote Triple Action da Xorus. Esta montagem já é amuleto para mim J (gostos... manias…)
Uns lançamentos, mais conversa pelo meio, e aí estava. Sem grandes expectativas, mas com uma estrelinha a brilhar, lá tive direito ao peixe que procurava.
Um ataque com o vinil na queda, ainda a meia água, umas cabeçadas brutas e nervosas, que me fizeram imaginar que fosse um robalo bem forte. Mas a seguir umas corridas bem típicas de uma Corvina.
Era um animal de tamanho médio, a rondar os 10kg, mas combativo, especialmente quando chegou mais perto, naquela zona crítica, em que a qualquer momento podia ter ido à pedra. Por isso aí esforcei-me mais, e tentei sempre contrariar as descidas. Ela ainda conseguiu descer, mas teve a tarefa dificultada, e rapidamente consegui contrariar essas investidas. Passado pouco tempo estava à superfície. Ainda afundou mais duas vezes, mas não mais de uns 2 metros. Trazida a terra, peguei nesta beleza para umas fotos e uma desferragem cuidada, e libertei-a.
O momento em que dão com a cauda em direcção ao fundo é divinal. Excelente noite!
Equipamento | Descrição |
Carreto | Shimano Curado 201E |
Cana | Quantum KVD MH 6’6’’ ¼-1½ oz |
Amostra | Xorus Rolling Shad Laranja e Giant Rolling Shad Branco |
Cabeçote | Decoy Violence Jigheads 14gr e Xorus Triple Action 20gr |
Abraço,
Miguel














