domingo, 5 de junho de 2011

Boa Noite

Tínhamos combinado uma sessão depois de jantar. Mar ou Estuário? Vamos fazer um Street Fishing que é mais sossegado, e como amanha acordo cedo convém não esticar. Encontrámo-nos no café, conversamos um pouco e seguimos.

Quando estacionámos o carro, junto à água ainda ficámos um pouco na conversa. Havia ainda muita gente a passear após o jantar, aproveitando o bom tempo e calor que temos tido. Umas noites muito agradáveis sem dúvida, e que são para aproveitar junto à água. Sem dar-mos conta, passou cerca de 1,5h e o material ainda no carro. Lá montámos o equipamento e começámos. O mais importante era mesmo o ambiente (noite quente, e estar com os amigos).

Começámos a lançar, com o espírito descontraído, mas sem grandes expectativas. A viragem da maré seria daí a uns 45 min. Portanto estávamos naquela fase em que a acontecer algo seria daí a algum tempo. O meu curado tinha levado fio novo (PPro 20lb) e eu estava todo satisfeito, parecia que estava tudo novo.

Como a maré estava a parar eu montei um Rolling Shad laranja com cabeçote de 15gr. Era suficiente. E assim andei durante mais de 1 hora a sondar o fundo em várias zonas. Até que… um toque, mesmo no fundo. Um toque estranho, pensei que era um charroco. Mas não, ao ferrar logo a seguir começou a dar cabeçadas e a resistir. Eu tinha o drag relativamente apertado, pelo que a linha que conseguiu levar foi pouca. No entanto ainda resitiu com umas corridas paralelas à margem, já perto.

Um robalo, que engoliu o Rolling Shad por completo. Um animal corajoso que veio quebrar a rotina daquela noite de luxo.


O vinil ficou mal tratado junto ao cabeçote. E o Fluoro também estava ligeiramente roçado (penso que roçou na margem quando o encostei para o gripar).

Nesse caso, era altura de escolher outro. Escolha óbvia, para mim numa noite de luxo, e com aquela hora que gosto a começar a chegar, o princípio da vazante (já com uma hora depois da viragem). Alguma água a correr, mas sem ser exagerada a corrente, ainda. A escolha óbvia para mim é um Giant Rolling Shad Branco com um cabeçote Triple Action da Xorus. Esta montagem já é amuleto para mim J (gostos... manias…)

Uns lançamentos, mais conversa pelo meio, e aí estava. Sem grandes expectativas, mas com uma estrelinha a brilhar, lá tive direito ao peixe que procurava.

Um ataque com o vinil na queda, ainda a meia água, umas cabeçadas brutas e nervosas, que me fizeram imaginar que fosse um robalo bem forte. Mas a seguir umas corridas bem típicas de uma Corvina.


Era um animal de tamanho médio, a rondar os 10kg, mas combativo, especialmente quando chegou mais perto, naquela zona crítica, em que a qualquer momento podia ter ido à pedra. Por isso aí esforcei-me mais, e tentei sempre contrariar as descidas. Ela ainda conseguiu descer, mas teve a tarefa dificultada, e rapidamente consegui contrariar essas investidas. Passado pouco tempo estava à superfície. Ainda afundou mais duas vezes, mas não mais de uns 2 metros. Trazida a terra, peguei nesta beleza para umas fotos e uma desferragem cuidada, e libertei-a.

O momento em que dão com a cauda em direcção ao fundo é divinal. Excelente noite!



Equipamento
Descrição
Carreto
Shimano Curado 201E
Cana
Quantum KVD MH 6’6’’ ¼-1½ oz
Amostra
Xorus Rolling Shad Laranja e Giant Rolling Shad Branco
Cabeçote
Decoy Violence Jigheads 14gr e Xorus Triple Action 20gr

Abraço,
Miguel

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sou fã de casting Jigs.


Viva,


A costa Portuguesa reserva-nos muitas surpresas. Sabe-se lá o que nos pode atacar a amostra um dia destes... e estou a falar daquelas amostras que vão longe e que varrem toda a capa de agua. 

Quando mais para sul, maior pode ser a surpresa.




Actualmente estou limitado a 60gr, mas não é usual levar essa cana, pelo que fico-me pelas 40gr e Okuma Salina Seaspin 9'6" lança estas coisas até o multifilar me cortar o dedo indicador (ás vezes acontece, são as ganas de chegar mais longe).

São as zagaias e sou fã disto.






Na bolsa das amostras leve sempre umas coisinhas destas, não vá ver a agua a ferver e os plásticos nem a metade do caminho ficam.

Abraços.

Fernando Rodrigues

sábado, 14 de maio de 2011

Catalogo Spinart-Fishing para a Saltex 2011

Viva,

Este é o catalogo da loja Spinart-Fishing para o ano de 2011, das amostras da Saltex (Public Lures).

Open publication - Free publishing - More amostras

Abraço.
Fernando Rodrigues

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Spinning Urbano

Viva,

Tal como o Miguel, eu também gosto de fazer esta pesca urbana (Street Fishing), pelas mesmas razões que ele referiu, pela leveza e simplicidade do equipamento, pela proximidade dos pesqueiros e respectivo conforto e acima de tudo porque durante a acção de pesca temos a possibilidade de conversar e trocar ideias, tornando a coisa muito mais social e divertida.

A distancia entre ferrar um robalo e passado um pouco estar na esplanada de um bar a celebrar é muito curta neste urban fishing. Tem também a grande vantagem de se fazer uma pesca depois do jantar a qualquer dia da semana para relaxar entre dias de trabalho. A noite junto aos estuários, com as luzes da cidade como pano de fundo e com aquela expectativa de sermos surpreendidos  com uma espécie e um exemplar com que sonhamos, torna esta pesca quase mágica.

Dias depois de o Miguel ter ferrado dois robalos Ver aqui, voltei com o Pedro Pinguinha, para passar mais umas horas agradáveis junto à agua, mas num spot diferente. A corrente já se sentia na direcção ideal. Montei a cana habitual que uso no estuário, e coloco um vinil branco e começamos a sondar os pilares e recantos da zona circundante. 

A zona é relativamente funda e fiz trabalhar a amostra em todas as capas de agua, fazendo-a subir e descer suavemente. A corrente era suficiente para fazer trabalhar a amostra e por isso fazia um espécie de vertical jigging , mas sem os habituais puxões e twich's, era devagar até bater no fundo e subir até ver novamente a amostra.

Comecei pelo lado mais interior dos pilares, quase a deixar a amostra entrar para de baixo das estruturas e a meia agua e à terceira ou quarta passagem, ferrei uma baila muito bonita e de bom porte.


Muita luta na ponteira da cana, mas tinha o drag totalmente fechado e apenas com a acção da cana para amortecer as pancadas e com o pulso a tentar compensar, puxei o mais depressa que pude para a superfície. O tipo de estrutura e a quantidade de obstáculos, particularmente na parte interior, se deixamos o peixe sair um pouco, arriscamos a roçar o multi e lá vai peixe e amostra. Portanto, a ideia é ferrar bem, esperar que o peixe tenha engolido bem a amostra com o anzol posicionado e confiar no material. À superfície e com o peixe à vista já podemos dar um toque no drag e abri-lo um pouco, mas controlando sempre a linha que o peixe leva. Isto tudo acontece sempre de forma muito rápida e o tempo para pensar é pouco.


Como a agua estava a vários metros da parte superior dos pilares, pedi ajuda ao Pedro para me içar o peixe para cima, já que não tenho xalavar com cabo daquela dimensão.

Bailas nos estuários ? Aí estão elas, esta captura não é inédita e concerteza não será a ultima. Tal como me disse o Pedro, se há robalos, porque razão não deveria de haver bailas ? 

Com este brinde seguimos na sessão com mais entusiasmo e alento, lançámos mais para fora, varremos junto ao fundo na esperança de despertar os sentidos de uma corvina, mas nem os Charrocos deram sinal.

Por volta das 00:00 voltámos a casa, porque no dia seguinte é dia de trabalho.

Equipamento Descrição
Carreto Okuma VS-30a
Cana Okuma Salina Seaspin 2,10 cw 15-45
Amostra Sandeel 12,5cm - 23gr Branca Savage Gear
Cabeçote Savage Gear 16gr anzol 1/0
Linha Power Pro 20lb
Leader Seaguar 0,33 fluorocarbon


Abraços.

Fernando Rodrigues

domingo, 1 de maio de 2011

Street Fishing

Numa destas noites, optámos por fazer uma pesca que me agrada muito. Um street fishing, uma pesca urbana, confortável, seca, com equipamento leve, sem grandes caminhadas… só uma sessão agradável com a cidade por trás a confortar-nos com as suas luzes e movimento habitual.

Este tipo de pescas quase que convida a ir beber um copo pelo meio. E porque não? Estar com os amigos numa zona ribeirinha, com a sua vida nocturna de sábado à noite, e depois ir ao carro buscar o material e ir fazer uma sessão ali mesmo, junto aos barcos e aos muros da marina (é pena que cá não haja uma cultura mais desportiva da pesca, e por isso não seja permitido pescar em zonas portuárias ou marinas).

Bem, voltando à nossa sessão, montámos o equipamento, eu levava o conjunto de casting, o qual uso na maioria das saídas de Street Fishing, já que me dá mais gozo, e é um set up que permite grande precisão e capacidade de reacção na ferragem.

Começo por lançar para junto de uns pilares, e deixo a amostra afundar, percorro uns quantos pilares, dando tempo à amostra para trabalhar na corrente, dou uns toques pelo meio, e sigo para a frente. Entretanto o Fernando que estava comigo ficou para trás. A uns 30 metros de onde eu estava era um local que me estava a deixar inquieto… queria lá chegar, porque me parecia bom. Fui andando, e experimentando a zona, enquanto lentamente me aproximava do local. Havia ali uma parede grande, com alguma luz, e queria colocar lá um vinil a trabalhar na corrente.

E assim fiz… uma, duas, três vezes, e nada. Entretanto lanço mais para fora, para bater mais água, e venho a recolher. Quando achava que já era tempo de recolher, uma vez que já tinha a amostra muito em cima vejo um peixe a ir em direcção à amostra. Eu já via a amostra e o peixe tinha falhado o ataque, mas em menos de nada voltou outra vez, com uma velocidade que eu pensei que só tivesse passado pela amostra. Mas passado um momento, sem a ver, apercebi-me que o ataque tinha sido efectivo e ferrei. Começou então a debater-se muito energeticamente. Como eu estava a uns 4 metros acima de água, e o xalavar estava no carro… fiquei sem saber o que fazer. Tentei chamar o Fernando, mas ele não me ouviu. Bem, cansei mais o peixe e fiz algo muito arriscado, Puxei o peixe pela linha, mas este deu uns safanões, e então desci-o novamente para evitar que partisse a linha. Como não tinha outra hipótese voltei a içá-lo rápido, mas suavemente, e lá consegui.


Entretanto voltei a chamar o Fernando e a fazer-lhe sinal para trazer o xalavar. Agora já com backup voltei ao mesmo. Mas agora mantive o vinil mais tempo à superfície. Entretanto começamos a ver novamente peixe. Andava agressivo, e nitidamente a atacar. Da mesma forma que tinha tido o primeiro ataque, um segundo. Outro robalo, mais pequeno, mas que lutou bem, levando também alguma linha. Para este já tinha-mos o xalavar e rapidamente trouxemos o animal.
Mais uma foto.

Este voltou para a água, como aliás voltam todos os que têm este tamanho ou menos. Gostamos muito de um bom Robalo no prato, mas gostamos ainda mais deles na ponta da linha.

Equipamento
Descrição
Carreto
Shimano Curado 201E
Cana
Quantum KVD MH 6’6’’ ¼-1½ oz
Amostra
Storm Pro Shad 6’’ branco
Cabeçote
Offshore Angler 21gr

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Rock Fishing (Canas)

Viva,

Já apresentamos algumas amostras para Rock Fishing na vertente mais leve - LRF e também algumas soluções adaptadas da pesca ao Achigã para HRF, uma prática dirigida a espécies maiores, por exemplo o Bodião. É bom que tenhamos claro que são amostras adaptadas, com montagens bricoleiras, outra coisa são as amostras desenhas e construídas, para mar e para as espécies alvo.

Agora vamos às canas. Existem várias opções no mercado, de marcas nipónicas, algumas com valores de aquisição fora do alcance (ou não) com inquestionável valor e qualidade, e outras mais acessíveis e com uma excelente relação preço-qualidade. 

Estou a falar da Major Craft e das séries SPS-S7* e SPS-T7*. São canas desenhadas para Rock Fishing com casting weigth entre 0,5gr até 7gr e tamanhos entre as 70" e as 79". Os preços são uma agradável surpresa.

Tabela de características.


Pormenores e acabamentos





Têm aqui uma solução com um preço de aquisição de aproximadamente 50€ e depois depende de onde fará a encomenda, somar os portes e direitos aduaneiros caso seja fora da UE.

Num próximo post sobre canas para Rock Fishing e como estamos em crise, e não sabemos quanto vai durar, vou apresentar uma ou duas soluções de outras canas que podem ser adaptadas ao RF e com preços de aquisição na ordem de uma arroba de euros.

Abraços.

Fernando Rodrigues.
As fotos apresentadas são do site oficial

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Daiwa Luvias 3000 - Manutenção

Boas,


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Quero antes de mais nada dar uma Saudação Salgada a todo o pessoal do Spinning. Muitos de vocês já me conhecem, uma vez que isto é um mundo pequeno. Agora, a convite do Fernando também vou por aqui publicar uns posts (espero que úteis, ou minimamente interessantes). Um grande abraço a todos, desejos de boas sessões, e cá fica o meu primeiro Post.

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Há uns bons meses, quando adquiri o meu Luvias, andei de volta em tudo o que era forum e blogs à procura de umas vistas do carreto aberto. Queria ter a noção da forma de construção deste carreto, em relação aos Shimanos. Apenas consegui ver o esquema explodido do carreto, e nenhumas fotos.

Entretanto sabia que mais cedo ou mais tarde teria que o abrir e fazer-lhe a devida manutenção - limpeza, lubrificação, e desejavelmente nenhuma substituição de peças (algum rolamento ou conjunto pinhão/roda de coroa).

A seguir cá vão umas fotos do carreto (cliquem nas fotos para as verem maiores):


- desmontado e limpo


- anilha de encosto da roda de subida e descida do rotor




- veio, came, roda mandada e veio guia de subida e descida do rotor



- transmissão primária e secundária já montadas e lubrificadas



- tampa (atenção ao aperto dos parafusos no corpo do carreto, este material - liga Zaion - não aceita erros)



- anti-reverso




- rotor



- aperto do conjunto - em todos os rolamentos coloquei oleo fino, e nas engrenagens massa, também fina, com base em teflon



- apoio da bobine




Abraço,
Miguel