sexta-feira, 17 de junho de 2011

Daiwa SJ 106MH - A catapulta

Viva,

Primeiro de tudo este post é um acto de ansiedade. É verdade, não me aguentei e coloco aqui aquela que vai ser a minha cana para Shore Jigging. 


A Daiwa SJ 106MH saiu no mês passado no Japão. Também confesso que o Miguel é o promotor desta vinda e que teve uma forte influência em mim (sem o saber) e portanto não veio uma, mas duas SJ 106MH.


Chegou nem à uma semana e entre o trabalho e o tempo disponível ainda não consegui usa-la pela primeira vez.

É uma cana desenhada para Jigging com os pés em terra e obviamente uma coisa tem de conseguir fazer...é lançar LONGE....e lidar com peixinhos maiores.

Com um CW de 25gr a 90gr, lança desde amostras duras de surf spinning como Casting Jigs até ao limite da cana ou do dedo que prende a linha, Poppers heady duty, para um Popping inshore, ou os meus preferidos Pencils ou Sitckbaits afundantes ou flutuantes para fazer uma Walk the Dog sexy...Sim um WTD com uma cana de 3.20m e um pencil de 70gr mais 60 metros de multifilar de 20lbs dentro de agua...estou um pouco curioso, mas depois eu conto-vos. 


Esta cana pesa uma maravilha de 275gr, para 3,20m e com poder por todo o lado, é obra japonesa concerteza e se eu fosse um poeta, agora fazia uma ode inspirada nesta beleza. 

Não posso adiantar muito mais, a não ser que nas próximas pescas esta Daiwa SJ 106MH irá estar sempre comigo, nas várias pescas que faço, mas se querem saber estou desejoso para catapultar uns casting jigs até ao limite do CW no Algarve durante as minhas férias. Como vou ficar a 150 metros da margem com fundos de rocha redonda, à noite e pela madrugada antes de ir para a praia, uns lançes para abrir o apetite ou para preparar o sono.

E com Casting Jigs e outros do género, podemos ser surpreendidos a qualquer momento. 

Aproveite e veja esta maravilha da arte de fazer canas de pesca para puro prazer.









Abraços
Fernando Rodrigues.

sábado, 11 de junho de 2011

Por um fio...

Viva,

Estava uma noite fabulosa. Quase sem vento, algumas nuvens altas e temperatura amena. O pesqueiro estava cheio de vida dentro e fora de agua. Cheguei com aquele que é o meu parceiro habitual e amigo de pescas, Pedro Pinguinha. Montamos as canas e lá fomos na conversa, disto e daquilo, coisas da vida...

Tinha recebido nesse dia duas embalagens de amostras da Keitech Swing Impact FAT em duas cores a Silver Shine e a Gold Flash Minnow no tamanho 5.8", que queria testar nas corvinas. Tinha uma dica que estas amostras no tamanho abaixo 4.8" são mortais ao engano no robalo em aguas mediterrânicas. Isto vale o que vale, mas nada como irmos experimentando coisas diferentes com espécies distintas.

Não havias os tons que queria e por isso acrescentei alguma cor às Keitech ao colocar um head jig de cabeça vermelha. 





Tinha levado uma cana que comprei à bastante tempo e que queria testar naquele pesqueiro, porque permitia que o ângulo da linha da ponta da cana até ao fundo mesmo junto à margem é mais aberto, devido aos 3 metros de comprimento, melhor para trabalhar o peixe e ajuda a não roçar o fluorocarbono naquelas pedras perfiladas e direitinhas até à linha de agua. 

Chegamos ao spot e estavam os habituais pescadores de fundo que com a sua simpatia e talvez curiosidade abriram alas para pescarmos entre eles. Estava a começar a descida da maré e estava criadas todas as condições. Alguns charrocos, algumas prisões resolvidas e uns olhares perdidos para a Trafaria. 

Já com algumas horas de maré vazante e com o pesqueiro com cada vez menos agua, começaram os ataques às tainhas seguidas de um splash mais ou menos violento, depois uma pausa e um silêncio total. E foi num momento destes que senti um toque e ferrei...e pensei "olha mais um charroco chato...!!", em acção quase mecânica, recuperei um pouco e depois senti três cabeçadas de seguida, muito rápidas e ritmadas. "Eh charroco bravo...eles este ano andam atrevidos"...

Depois parei de recuperar e comecei a sentir peso na cana, primeiro devagar e de seguida a cana verga toda. "Ah, se era um charroco, foi comido por uma corvina..." pensei eu já a gozar. 


Mais três cabeçadas de rajada e a cana continua vergada ao máximo até o carreto começar a largar linha. O drag estava bem fechado mas mesmo assim dei-lhe dois clicks do sentido do relógio. Afastei as pernas e procurei uma posição de equilíbrio. O que aconteceu de seguida foi uma luta de "leva linha, puxa linha", uma coisa quase instintiva, para a tentar coloca-la a meia agua e não deixar que afundasse ou que entocasse. 

Foi a força da cana que a puxou para cima, aproveitando para recuperar aquele pedaço de linha até ela voltar a levar linha até parar e repetindo a dose umas quantas vezes. Perto do fim, a corvina leva linha e assenta no fundo, procurando abrigo, quando começo a puxar com a força da cana reparo que não sobe e sinto uma rigidez na linha. Estava presa na pedras no fundo onde ela se tinha entocado.  Folguei a linha duas vezes e dei um passo em frente, mais não  podia, senão descia a rampa para dentro de agua. 


Volto à carga com a cana e sinto a corvina a sair e a sentir mais cabeçadas, afastou-se da margem uns dois metros e a cana fez o resto. O peixe estava cansado e depois foi trazê-la com calma até à superfície . Duas manobras para a esquerda e para a direita e levei-a ao encontro do Pinguinha que estava com o  grip na mão ali mesmo na linha de agua.





Marcou 10,825 Kg. Ao inspeccionar o fluorocarbon estava roçado em três sítios distintos e junto à amostra estava por um fio, mais um toque ou uma cabeçada mais forte e esta corvina ia-se embora com um piercing.


Esta corvina  foi para casa, que depois de arranjada, guardei um dos otólitos, uma concreção  de  carbonato de cálcio, presente dentro das câmaras do ouvido interno. Através das camadas de anéis, consegue-se determinar a idade do peixe. 





Equipamento Descrição
Carreto Okuma Trio 40
Cana Caperlan Lure 3.00 cw 30-60
Amostra Keitech Swing Impact FAT 5.8" Silver Shine
Cabeçote 20gr Vermelho Anzol Gamakatsu
Linha Power Pro 15lbs
Leader Seaguar 0,33 fluorocarbon


Abraços.


Fernando Rodrigues

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Saltex 120 M-III Rapid

Viva,

Já vai sendo do conhecimento de alguns que a Saltex tem essencialmente no seu portefólio, amostras para pescas mais light e especificas. À excepção da Big Mama que foi desenhada para peixes de maior porte e para os grandes pelágicos, a restante equipa de amostras são para spots onde não é necessário um lançamento longo e onde se trabalha o artificial junto às margens, paredões e embarcações ancoradas, ou seja, mais enquadrada numa pesca urbana e de distâncias mais curtas. 


Estas zonas podem ter profundidades relativamente grandes se comparadas com outros meios, com o surf-spinning por exemplo e por isso algumas são afundantes, precisamente para poderem cobrir várias capas de agua, como é o caso da Geena 70.


Saltex 120 M-III Rapid, foi criada à poucos meses pela Public Lures especificamente para zonas de foz do rio na embocadura com o mar e para zonas de portos e respectivas baías. 


Esta amostra é excelente para pescas de verão, com mares calmos, na praia, ou junto às rochas. Na cor certa, é mortífera para as bailas. 


Possui um sistema magnético de retenção das duas esferas que funcionam num corredor que lhe permite um lançamento com muita precisão, e que depois de a recuperação inicial, descansam à frente graças ao íman que permite essa fixação e um trabalhar equilibrado.

É um artificial flutuante que quando parada a recuperação, sobe lentamente à superfície. Reage com um comportamento errático com aplicados twitch's, replicando muito bem um peixe ferido. Existem disponíveis 14 cores.


Amostra Caracteristicas
Modelo Saltex 120 M-III Rapid
Tipo Flutuante
Profundidade Afunda até 10cm
Peso 13gr
Comprimento 120mm
Rolling Intensidade média
Wobbling Aberto
Ratling N/A
Triplos/Anzois Owner

Abraços.


Fernando Rodrigues

domingo, 5 de junho de 2011

Boa Noite

Tínhamos combinado uma sessão depois de jantar. Mar ou Estuário? Vamos fazer um Street Fishing que é mais sossegado, e como amanha acordo cedo convém não esticar. Encontrámo-nos no café, conversamos um pouco e seguimos.

Quando estacionámos o carro, junto à água ainda ficámos um pouco na conversa. Havia ainda muita gente a passear após o jantar, aproveitando o bom tempo e calor que temos tido. Umas noites muito agradáveis sem dúvida, e que são para aproveitar junto à água. Sem dar-mos conta, passou cerca de 1,5h e o material ainda no carro. Lá montámos o equipamento e começámos. O mais importante era mesmo o ambiente (noite quente, e estar com os amigos).

Começámos a lançar, com o espírito descontraído, mas sem grandes expectativas. A viragem da maré seria daí a uns 45 min. Portanto estávamos naquela fase em que a acontecer algo seria daí a algum tempo. O meu curado tinha levado fio novo (PPro 20lb) e eu estava todo satisfeito, parecia que estava tudo novo.

Como a maré estava a parar eu montei um Rolling Shad laranja com cabeçote de 15gr. Era suficiente. E assim andei durante mais de 1 hora a sondar o fundo em várias zonas. Até que… um toque, mesmo no fundo. Um toque estranho, pensei que era um charroco. Mas não, ao ferrar logo a seguir começou a dar cabeçadas e a resistir. Eu tinha o drag relativamente apertado, pelo que a linha que conseguiu levar foi pouca. No entanto ainda resitiu com umas corridas paralelas à margem, já perto.

Um robalo, que engoliu o Rolling Shad por completo. Um animal corajoso que veio quebrar a rotina daquela noite de luxo.


O vinil ficou mal tratado junto ao cabeçote. E o Fluoro também estava ligeiramente roçado (penso que roçou na margem quando o encostei para o gripar).

Nesse caso, era altura de escolher outro. Escolha óbvia, para mim numa noite de luxo, e com aquela hora que gosto a começar a chegar, o princípio da vazante (já com uma hora depois da viragem). Alguma água a correr, mas sem ser exagerada a corrente, ainda. A escolha óbvia para mim é um Giant Rolling Shad Branco com um cabeçote Triple Action da Xorus. Esta montagem já é amuleto para mim J (gostos... manias…)

Uns lançamentos, mais conversa pelo meio, e aí estava. Sem grandes expectativas, mas com uma estrelinha a brilhar, lá tive direito ao peixe que procurava.

Um ataque com o vinil na queda, ainda a meia água, umas cabeçadas brutas e nervosas, que me fizeram imaginar que fosse um robalo bem forte. Mas a seguir umas corridas bem típicas de uma Corvina.


Era um animal de tamanho médio, a rondar os 10kg, mas combativo, especialmente quando chegou mais perto, naquela zona crítica, em que a qualquer momento podia ter ido à pedra. Por isso aí esforcei-me mais, e tentei sempre contrariar as descidas. Ela ainda conseguiu descer, mas teve a tarefa dificultada, e rapidamente consegui contrariar essas investidas. Passado pouco tempo estava à superfície. Ainda afundou mais duas vezes, mas não mais de uns 2 metros. Trazida a terra, peguei nesta beleza para umas fotos e uma desferragem cuidada, e libertei-a.

O momento em que dão com a cauda em direcção ao fundo é divinal. Excelente noite!



Equipamento
Descrição
Carreto
Shimano Curado 201E
Cana
Quantum KVD MH 6’6’’ ¼-1½ oz
Amostra
Xorus Rolling Shad Laranja e Giant Rolling Shad Branco
Cabeçote
Decoy Violence Jigheads 14gr e Xorus Triple Action 20gr

Abraço,
Miguel

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sou fã de casting Jigs.


Viva,


A costa Portuguesa reserva-nos muitas surpresas. Sabe-se lá o que nos pode atacar a amostra um dia destes... e estou a falar daquelas amostras que vão longe e que varrem toda a capa de agua. 

Quando mais para sul, maior pode ser a surpresa.




Actualmente estou limitado a 60gr, mas não é usual levar essa cana, pelo que fico-me pelas 40gr e Okuma Salina Seaspin 9'6" lança estas coisas até o multifilar me cortar o dedo indicador (ás vezes acontece, são as ganas de chegar mais longe).

São as zagaias e sou fã disto.






Na bolsa das amostras leve sempre umas coisinhas destas, não vá ver a agua a ferver e os plásticos nem a metade do caminho ficam.

Abraços.

Fernando Rodrigues

sábado, 14 de maio de 2011

Catalogo Spinart-Fishing para a Saltex 2011

Viva,

Este é o catalogo da loja Spinart-Fishing para o ano de 2011, das amostras da Saltex (Public Lures).

Open publication - Free publishing - More amostras

Abraço.
Fernando Rodrigues

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Spinning Urbano

Viva,

Tal como o Miguel, eu também gosto de fazer esta pesca urbana (Street Fishing), pelas mesmas razões que ele referiu, pela leveza e simplicidade do equipamento, pela proximidade dos pesqueiros e respectivo conforto e acima de tudo porque durante a acção de pesca temos a possibilidade de conversar e trocar ideias, tornando a coisa muito mais social e divertida.

A distancia entre ferrar um robalo e passado um pouco estar na esplanada de um bar a celebrar é muito curta neste urban fishing. Tem também a grande vantagem de se fazer uma pesca depois do jantar a qualquer dia da semana para relaxar entre dias de trabalho. A noite junto aos estuários, com as luzes da cidade como pano de fundo e com aquela expectativa de sermos surpreendidos  com uma espécie e um exemplar com que sonhamos, torna esta pesca quase mágica.

Dias depois de o Miguel ter ferrado dois robalos Ver aqui, voltei com o Pedro Pinguinha, para passar mais umas horas agradáveis junto à agua, mas num spot diferente. A corrente já se sentia na direcção ideal. Montei a cana habitual que uso no estuário, e coloco um vinil branco e começamos a sondar os pilares e recantos da zona circundante. 

A zona é relativamente funda e fiz trabalhar a amostra em todas as capas de agua, fazendo-a subir e descer suavemente. A corrente era suficiente para fazer trabalhar a amostra e por isso fazia um espécie de vertical jigging , mas sem os habituais puxões e twich's, era devagar até bater no fundo e subir até ver novamente a amostra.

Comecei pelo lado mais interior dos pilares, quase a deixar a amostra entrar para de baixo das estruturas e a meia agua e à terceira ou quarta passagem, ferrei uma baila muito bonita e de bom porte.


Muita luta na ponteira da cana, mas tinha o drag totalmente fechado e apenas com a acção da cana para amortecer as pancadas e com o pulso a tentar compensar, puxei o mais depressa que pude para a superfície. O tipo de estrutura e a quantidade de obstáculos, particularmente na parte interior, se deixamos o peixe sair um pouco, arriscamos a roçar o multi e lá vai peixe e amostra. Portanto, a ideia é ferrar bem, esperar que o peixe tenha engolido bem a amostra com o anzol posicionado e confiar no material. À superfície e com o peixe à vista já podemos dar um toque no drag e abri-lo um pouco, mas controlando sempre a linha que o peixe leva. Isto tudo acontece sempre de forma muito rápida e o tempo para pensar é pouco.


Como a agua estava a vários metros da parte superior dos pilares, pedi ajuda ao Pedro para me içar o peixe para cima, já que não tenho xalavar com cabo daquela dimensão.

Bailas nos estuários ? Aí estão elas, esta captura não é inédita e concerteza não será a ultima. Tal como me disse o Pedro, se há robalos, porque razão não deveria de haver bailas ? 

Com este brinde seguimos na sessão com mais entusiasmo e alento, lançámos mais para fora, varremos junto ao fundo na esperança de despertar os sentidos de uma corvina, mas nem os Charrocos deram sinal.

Por volta das 00:00 voltámos a casa, porque no dia seguinte é dia de trabalho.

Equipamento Descrição
Carreto Okuma VS-30a
Cana Okuma Salina Seaspin 2,10 cw 15-45
Amostra Sandeel 12,5cm - 23gr Branca Savage Gear
Cabeçote Savage Gear 16gr anzol 1/0
Linha Power Pro 20lb
Leader Seaguar 0,33 fluorocarbon


Abraços.

Fernando Rodrigues