domingo, 31 de julho de 2011

Inicio de Férias

Viva,

Estava à espera de mais neste inicio de férias. As expectativas eram altas, pela zona onde ia de férias, pela disponibilidade e pelo acesso.


Fui onde tinha de ir, às horas mais "in" e a sorte não me bafejou com um exemplar que se possa mostrar.

Rodei o material todo, canas, carretos e amostras e finalmente consegui ter tempo e condições para ver e sentir todo este manancial. 


Simplesmente adorei alguns pesqueiros onde estive e quero voltar, sem o vento de Norte (frio), sem tanta gente dentro de agua e tanto barco e mota de agua a queimar gasolina.

Mas as férias ainda não acabaram e muito provavelmente é nos quintais do costume que vou fazer o gosto ao dedo na companhia dos amigos.

Abraços 

Fernando Rodrigues

domingo, 17 de julho de 2011

Porgy - Jackpot

Viva,

Esta pequena amostra é para Rock Fishing. É uma imitação de um pequeno verme desenhado para enganar peixes da familia dos Esparídeos (Sargos, Douradas, Pargos...)

Aliás o próprio nome popular Porgy refere-se a peixes de corpo alongado.

Tem 31mm e tem uma palete de cores escuras onde varia apenas a pigmentação (purpurinas).


Pigmentação cobre



Pigmentação Prata

É um vinil que tem sal na sua composição e tem duas formas de ser equipado.

Originalmente o Jig Head ideal era o Gamakatsu Round 211, mas este deixou de ser fabricado. 

Como alternativa e feito por medida podemos usar o Cabeçote Spinart J3 2gr que entra perfeitamente no interior da amostra permitindo esconder o chumbo no interior da amostra. 

Este Jig Head pesa 2gr e tem um anzol MUSTAD 32833BLN  tamanho 4.

Sequência de montagem:

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Passo 4

Pronto a ferrar um sargo

Se o pesqueiro apresentar correntes ou agitação, convém aumentar o peso. Neste caso a montagem é diferente. Vamos ver isso num próximo post.


Até lá.


Abraços.
Fernando Rodrigues.

domingo, 3 de julho de 2011

Shore Jigging

Viva,

Depois da chegada da Daiwa SJ M106, tenho vindo a preparar umas amostras para levar de férias no sul do País.

Na perspectiva de usar e abusar no casting weight da cana e da sua capacidade de lançamento, quero ir para os pontões avançados com aguas o mais profundas que consiga arranjar e por em prática a técnica de pesca para qual esta cana foi desenhada. Shore Jigging!

Para isso equipei-me com Casting Jigs da CB-One todos acima das 40gr e Viva Parade e Mucho Lucir da Maria/Yamashita e outros artificiais que já tinha. 


Viva Parade 56gr - Maria

Mucho Lucir 60gr - Maria 
O aclamado "Perfect Casting Jig".

Ozma HW 48gr - CB-One 
Wide Rolling

F1 60gr - CB-One

F1 60gr - CB-One


Por outro lado e porque vou ter o mar e um pesqueiro mesmo ali ao lado, queria levar uns artificiais mais pesados para pescar à superfície e sub-superfície. 

Uma escolha natural foi a Big Mama na cor Hollow Yellow. Para sondar a  1 metro de profundidade e despertar algum predador que ande por ali. Outra opção para situações mais especificas e de acordo com a actividade no momento, a Rapala XRW-13 numa cor que as Anchovas não recusam e por fim um clássico, um popper, a Pop Queen 130. 


Vamos ver que surpresas nos reserva estas aguas mais quentes... 


Tirando as amostras de superfície, voltamos à carga no Inverno com mares grandes.


Um abraço.
Fernando Rodrigues

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Férias

Nos últimos dias estive de férias e aproveitei para fazer umas sessões, daquelas de verão, relaxadas, e sem stresses nenhuns.

Fui durante o dia, com o sol alto, num intervalo das praias. No primeiro local tentei vários casting jigs. Várias cores, várias animações, quedas, velocidades mais lentas, mais rápidas... nada! Estranho, ainda estamos em Junho, mas está um calor... onde andam as cavalas? Sim, era das cavalas que eu andava à procura, para ter uns peixinhos e divertir-me um bocado. Com os barcos, e as pessoas, toda a confusão, só mesmo essas destemidas, e os agulhas, e eventualmente algum peixe porco...

Bem, as cavalas não estavam, mas mesmo assim ainda ía tentar uns vinis antes de voltar para a praia. Com um Mother Worm amarelo andei a passear lento a
por cima das pedras... Nisto alguma coisa se agarra à amostra. Sei o que é... retiro a amostra e confirmo! Uma bicada no vinil. Então, já vais ver. Monto um palhaço e lanço. Foi rápido, ao 2º ou 3º lançamento o primeiro.


Um choquinho à algarvia. Pequeno, mas ao menos alguma coisa se atirou à amostra. Continuo, e passado pouco tempo tenho um grande. Fez força, e eu mantive a cana ao alto... mas foi-se. Foi-se porque eu não tinha mexido no drag. Demasiado fechado para cefalopedes, ainda por cima com uma cana de acção rápida, não há milagres. É pena, mas o erro foi meu. E assim desisti. Nem sequer tinha material mais light para os chocos, não davam gozo.


Noutro dia, mais uma pesca. Os miúdos ficam na praia, e eu vou às pedras fazer uns lançamentos. Chego, e estava um pescador. Conversador e simpático, pus-me então à vontade a partilhar o local, com alguém que apesar de não conhecer esta pesca era de mente bem aberta (já valia a pena). Então lá comecei a fazer uns lançamentos, desta vez com uma viva parade. É para mim a melhor amostra que existe. Do mais versátil que há, e pesca tudo.

Pois é, eu estava às cavalas, mas não apareceram, pelo menos para já. Quem se atirou foi uma Baila que saiu de entre duas rochas e veio à superfície atacar a Viva Parade. O ataque foi fulminante, e como eu estava num local alto, e a água transparente vi tudo. Depois debateu-se, o pescador que lá estava assistiu e aprontou-se para subir o Peixe. Já valeu.


Continuo, e vou mudando de cores. Ainda tive mais duas ou três bailas a fazerem o mesmo tipo de ataque que a anterior, mas nenhuma concretizou.

Entretanto montei um jig branco e quando caíu na água logo um ataque. Uma cavalita. Estavam longe.


O pescador que lá estava dizía-me que elas encostavam bem ali. No entanto naquele dia estavam longe. Não sabia porquê. Eu disse-lhe que provavelmente a minha t-shirt vermelha estava a dar nas vistas, eheh. Provavelmente era mesmo isso. Talvez se não estivesse vestido assim tivesse tido mais umas bailas. No entanto quando dei com as cavalas mais fora lá me fui divertindo com elas.


Outro dia, e desta vez os míudos não quiseram ficar na praia. Ok, hoje vão eles à pesca. Lá os fui pôr a pescar. Coloquei uma colher da Lhur Jenhsen com 5/8oz para não afundar muito, e não terem o risco de andarem a perder amostras.

Primeiro a minha sobrinha. Começou bem, teve a primeira, sentiu, recolheu, mas... foi-se embora. Expliquei-lhe que tinha que ferrar o peixe. Ensinei-lhe, aprendeu, e ferrou outra.


Muito satisfeita com o seu primeiro peixe. Já estava a querer mais e mais. Ensinei-lhe a animar a amostra. A dar toques, a deixar cair em folha. Expliquei-lhe que era para despertar o ataque. Para provocar os peixes. Ela percebeu e ficou viciada. Já está em pulgas para ir aos Achigãs.

A seguir o meu pisco. Dava saltos, riam-se que nem uns perdidos. Também ele teve as suas cavalihas, a recolher e a senti-las a bater.


Aproveitei para lhes mostrar o lixo que abunda pelos pesqueiros, e que o mar leva, e que se vai acumular em ilhas de lixo. Aproveitei para lhes explicar que só levamos o peixe que vamos comer. Não levamos mais. Se eles quisessem continuar a divertir-se podiam, mas podíamos libertar os peixes, com os devidos cuidados.

Foram uns dias de férias calmos e agradáveis.

Abraço,
Miguel

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Spinner aos 7 anos

Olá,

O meu nome é Duarte Rodrigues e este é o meu primeiro relato para o blog Pesca do Engano. Faço parte da equipa deste blog, desde o fim-de-semana passado quando o meu pai me convidou.

E para celebrar-mos fomos à pesca.

Com a ajuda do meu pai, montei uma cana Ilicium Classic de 2,70m e o carreto Okuma VS-30a e um coiso de lançar, que o meu disse chamar-se Casting Jig. Para mim é um peixinho com uns anzóis em ancora. 

Saímos com a minha Tia e fomos para uma praia. Estava vento e a agua era fria. Enquanto o meu pai lançava e tentava apanhar um peixe eu brincava com uns meninos que faziam um buraco na areia.

Passado um bocado o meu Pai chamou-me e disse que ia lançar e eu recolhia linha. Depois o meu pai tirou os anzóis e estive a aprender a lançar, com o dedo a prender a linha e a coisa do carreto aberta para a linha sair.

Ao principio não correu bem, mas depois com calma e com as explicações do meu pai, consegui fazer vários lançamentos.

Colocamos os anzóis de volta e o meu pai lançava para longe e dava-me a cana. À terceira vez que estava a enrolar, senti um puxão e a cana deitou-se e não conseguia levanta-la. O meu pai disse-me que era um peixe e para eu levantar a cana ao alto. Como sou canhoto e o carreto está ao contrário, resolvi agarrar a cana com as duas mãos e quando a consegui levantar, comecei a enrolar a linha até ter a cavala na areia.


Fiquei nervoso e com as pernas as tremer e pedi logo ao meu pai para devolver o peixe. Passado um bocado apanhei outra, mas foi mais fácil, porque já sabia como fazer. 


Depois fomos para casa porque estava a ficar com frio.

Xau. 

Duarte Rodrigues.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Daiwa SJ 106MH - A catapulta

Viva,

Primeiro de tudo este post é um acto de ansiedade. É verdade, não me aguentei e coloco aqui aquela que vai ser a minha cana para Shore Jigging. 


A Daiwa SJ 106MH saiu no mês passado no Japão. Também confesso que o Miguel é o promotor desta vinda e que teve uma forte influência em mim (sem o saber) e portanto não veio uma, mas duas SJ 106MH.


Chegou nem à uma semana e entre o trabalho e o tempo disponível ainda não consegui usa-la pela primeira vez.

É uma cana desenhada para Jigging com os pés em terra e obviamente uma coisa tem de conseguir fazer...é lançar LONGE....e lidar com peixinhos maiores.

Com um CW de 25gr a 90gr, lança desde amostras duras de surf spinning como Casting Jigs até ao limite da cana ou do dedo que prende a linha, Poppers heady duty, para um Popping inshore, ou os meus preferidos Pencils ou Sitckbaits afundantes ou flutuantes para fazer uma Walk the Dog sexy...Sim um WTD com uma cana de 3.20m e um pencil de 70gr mais 60 metros de multifilar de 20lbs dentro de agua...estou um pouco curioso, mas depois eu conto-vos. 


Esta cana pesa uma maravilha de 275gr, para 3,20m e com poder por todo o lado, é obra japonesa concerteza e se eu fosse um poeta, agora fazia uma ode inspirada nesta beleza. 

Não posso adiantar muito mais, a não ser que nas próximas pescas esta Daiwa SJ 106MH irá estar sempre comigo, nas várias pescas que faço, mas se querem saber estou desejoso para catapultar uns casting jigs até ao limite do CW no Algarve durante as minhas férias. Como vou ficar a 150 metros da margem com fundos de rocha redonda, à noite e pela madrugada antes de ir para a praia, uns lançes para abrir o apetite ou para preparar o sono.

E com Casting Jigs e outros do género, podemos ser surpreendidos a qualquer momento. 

Aproveite e veja esta maravilha da arte de fazer canas de pesca para puro prazer.









Abraços
Fernando Rodrigues.

sábado, 11 de junho de 2011

Por um fio...

Viva,

Estava uma noite fabulosa. Quase sem vento, algumas nuvens altas e temperatura amena. O pesqueiro estava cheio de vida dentro e fora de agua. Cheguei com aquele que é o meu parceiro habitual e amigo de pescas, Pedro Pinguinha. Montamos as canas e lá fomos na conversa, disto e daquilo, coisas da vida...

Tinha recebido nesse dia duas embalagens de amostras da Keitech Swing Impact FAT em duas cores a Silver Shine e a Gold Flash Minnow no tamanho 5.8", que queria testar nas corvinas. Tinha uma dica que estas amostras no tamanho abaixo 4.8" são mortais ao engano no robalo em aguas mediterrânicas. Isto vale o que vale, mas nada como irmos experimentando coisas diferentes com espécies distintas.

Não havias os tons que queria e por isso acrescentei alguma cor às Keitech ao colocar um head jig de cabeça vermelha. 





Tinha levado uma cana que comprei à bastante tempo e que queria testar naquele pesqueiro, porque permitia que o ângulo da linha da ponta da cana até ao fundo mesmo junto à margem é mais aberto, devido aos 3 metros de comprimento, melhor para trabalhar o peixe e ajuda a não roçar o fluorocarbono naquelas pedras perfiladas e direitinhas até à linha de agua. 

Chegamos ao spot e estavam os habituais pescadores de fundo que com a sua simpatia e talvez curiosidade abriram alas para pescarmos entre eles. Estava a começar a descida da maré e estava criadas todas as condições. Alguns charrocos, algumas prisões resolvidas e uns olhares perdidos para a Trafaria. 

Já com algumas horas de maré vazante e com o pesqueiro com cada vez menos agua, começaram os ataques às tainhas seguidas de um splash mais ou menos violento, depois uma pausa e um silêncio total. E foi num momento destes que senti um toque e ferrei...e pensei "olha mais um charroco chato...!!", em acção quase mecânica, recuperei um pouco e depois senti três cabeçadas de seguida, muito rápidas e ritmadas. "Eh charroco bravo...eles este ano andam atrevidos"...

Depois parei de recuperar e comecei a sentir peso na cana, primeiro devagar e de seguida a cana verga toda. "Ah, se era um charroco, foi comido por uma corvina..." pensei eu já a gozar. 


Mais três cabeçadas de rajada e a cana continua vergada ao máximo até o carreto começar a largar linha. O drag estava bem fechado mas mesmo assim dei-lhe dois clicks do sentido do relógio. Afastei as pernas e procurei uma posição de equilíbrio. O que aconteceu de seguida foi uma luta de "leva linha, puxa linha", uma coisa quase instintiva, para a tentar coloca-la a meia agua e não deixar que afundasse ou que entocasse. 

Foi a força da cana que a puxou para cima, aproveitando para recuperar aquele pedaço de linha até ela voltar a levar linha até parar e repetindo a dose umas quantas vezes. Perto do fim, a corvina leva linha e assenta no fundo, procurando abrigo, quando começo a puxar com a força da cana reparo que não sobe e sinto uma rigidez na linha. Estava presa na pedras no fundo onde ela se tinha entocado.  Folguei a linha duas vezes e dei um passo em frente, mais não  podia, senão descia a rampa para dentro de agua. 


Volto à carga com a cana e sinto a corvina a sair e a sentir mais cabeçadas, afastou-se da margem uns dois metros e a cana fez o resto. O peixe estava cansado e depois foi trazê-la com calma até à superfície . Duas manobras para a esquerda e para a direita e levei-a ao encontro do Pinguinha que estava com o  grip na mão ali mesmo na linha de agua.





Marcou 10,825 Kg. Ao inspeccionar o fluorocarbon estava roçado em três sítios distintos e junto à amostra estava por um fio, mais um toque ou uma cabeçada mais forte e esta corvina ia-se embora com um piercing.


Esta corvina  foi para casa, que depois de arranjada, guardei um dos otólitos, uma concreção  de  carbonato de cálcio, presente dentro das câmaras do ouvido interno. Através das camadas de anéis, consegue-se determinar a idade do peixe. 





Equipamento Descrição
Carreto Okuma Trio 40
Cana Caperlan Lure 3.00 cw 30-60
Amostra Keitech Swing Impact FAT 5.8" Silver Shine
Cabeçote 20gr Vermelho Anzol Gamakatsu
Linha Power Pro 15lbs
Leader Seaguar 0,33 fluorocarbon


Abraços.


Fernando Rodrigues