domingo, 26 de agosto de 2012

Porta Canas na 4L

Viva,

Antes do verão consegui concretizar um desejo antigo. Andei cerca de ano e meio a pesquisar e a procurar uma 4L (GTL) que me agradasse, os preços e as condições variam imenso neste mercado de carros com vinte e tal anos.

Encontrei uma que gostei e depois do preço bem negociado veio para casa. Para além da paixão por estes carros, queria juntar a utilidade a esta escolha e passaria a ser o meio veiculo de deslocação para as pescas.

Passado uns dias arranjaram-me uma grade estilo antigo que iria ficar um must na 4L. Recuperei-a, pintei-a e montei-a. Gostei imenso do resultado final. 

Do lado direito da grade equipei-a com dois rolos de espuma (que no futuro servirão para o Kayak) e do lado esquerdo apliquei um porta canas.

Acabei a instalação hoje e testei-o. A única coisa que falta são os elásticos que prendem as canas à volta dos suportes (os terminais já lá estão) e eventualmente um reforço horizontal de espuma na base dos suportes.

Coloquei as canas ao longo do carro. Tinha a hipótese de as posicionar no capot e subrirem até ao tejadilho, inclinadas portanto. A instalação e as peças  para o fazer eram bem mais complexas e sairia mais caro. No capot o suporte teria de ser fixado por ventosas ou iman e o outro suporte seria fixado na grade, tipo isto.


Um suporte deste tipo custa cerca de 130 dolares e pode ser com ventosa ou iman.

Eu optei por fazer o meu com duas peças que comprei no ebay em alumínio assentos de borracha mole.


E ficou assim;










Da esquerda para a direira;

  •  Yamaga Early 100MR cw 10-35, 3m
  • Balzer Alegra Spin 25, Edition IM-12, cw 3-25, 2.45m 
  • MajorCraft Solpara 7"3, cw 0.5-, 2.20m
Abraços.
Fernando Rodrigues.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tarde rica e de qualidade...

Viva,

Já no fim das minhas férias e de volta aos pesqueiros habituais, resolvi depois do almoço ir lançar uns mini casting jigs e umas amostras de ultra light spinning para ver como andavam as modas. 

Na verdade ia orientado às cavalas XL com o equipamento de ULS...mas a coisa saiu diferente.

Estava sozinho do spot..que maravilha, que luxo. Não havia malta a levar as medalhinhas para casa (quando pergunto, dizem sempre o mesmo, fritas "são uma maravilha"...) e eu fico sempre com vontade de partir logo ali a conversa, e dizer "Oh amigo, você já reparou que o peixe frito com farinha sabe tudo ao mesmo???", mas não, calo-me e afasto-me para não assistir aquilo. 

Bom, não estava para brincadeiras e saquei de um plug especial e comecei a sessão com umas varadas que até a Solpara assobiava. Nicles, nada.

Estava também a testar uma linha nova, um 832 de 6lb e aquilo estava a irritar-me porque como estou habituado ao Nanofil e as amostras saem disparadas e voam até quase as deixar de ver, com o 832 a coisa ficava pela metade. De qualquer modo gostei da linha, não oferece muita resistência nos passadores, não absorve muita agua e por isso não fica pesada, apesar de ser de 8 entrançados, podia ter um diâmetro real mais fino, é pena, porque senão era a linha ideal para RF e ULS.

Por falar em linha ideal, ela existe, é bom não esquecer isto. É da Daiwa Tournament que para o caso destas pescas light seria o 0,08 mm de 4,9kg. Esta linha é soberba em todos os aspectos e reúne todas as qualidades que se quer numa linha. É cara, 135m custam cerca de 39 euros, mas vale cada metro. O meu sonho é ter esta linha em todos os meus carretos...




Continuando... A Wonder 60 MS Shad Japan estava na agua e de vez enquanto via umas cavalas que vinham no giro e perseguiam a amostra, dando-lhe por vezes uns toques, mas sem fazer qualquer investida. A situação passava-se ali aos meus pés. 

Verifiquei o fluoro que tinha...um 0,17 Soft da Seaguar, tudo em ordem.

Estava já em transe com o azul da agua, o sol a pique e o almocinho no bucho, quando apanho um susto do caneco. Vem de lá uma coisa a nadar ou voar à superfície da agua e a fazer um estradalhaço impressionante..fixei o olhar naquilo e coisa foi rápida. A primeira sensação que tive era que parecia ser um peixe voador...


Mas quando parou é que vi o que era. Um peixe agulha tinha endoidecido.. literalmente passou-se ou zangou-se ou outra coisa qualquer, mas o coitado não estava bem e resolver fazer uma rasante com direito a drifts e tudo...

E a coisa voltou a sossegar...

"Que coisa, então as cavalas não querem nada comigo ?", pensava já em mudar de amostra e começar a varrer o arsenal quando, zássssssssss, zzzzttttttttttt (tenho sempre o drag um bocadinho aberto, com linhas finas tem de ser assim, senão bate um peixe grande e adeus), splash....splash (sim foram 2) e depois recuperar com uns zzzztttt mais pequenos e com cuidado para que o peixe não começar a escamar (é outra coisa que me aflige nas savelhas), tirei a maior savelha da minha vida.


Consegui devolver o peixe sem uma escama a sair, fiquei orgulhoso do feito e disse cá para mim "Boa, as cavalas não querem nada, mas as savelhas XL andam cá..."

Arrumei a Wonder e coloquei um Vibrator Pockets da Maria na cor verde natural e comecei a recuperar o Vib sempre a 20cm da superfície... 

Era vê-las virem do fundo, ferrarem o Vib e saltarem fora de agua...Querem pesca mais Nice que esta ??? Uns mini tarpons com canas ULS é só gozo. Foram 6 ao todo e grandes...Tudo voltou à sua vida aquática e marinha.








As cavalas continuaram a gozar comigo durante a tarde e fui-me embora com um sorriso nos lábios e a pensar que é por isto que eu gosto de pescar.

Abraços.

Fernando Rodrigues.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sorte...Tive sorte...

Viva,

Já estava para escrever este post há vários meses e aproveito um momento de pré-férias para escrever umas linhas sobre esta vida..a vida da pesca.

Tive sorte de conhecer um grupo de pessoas e amigos que pensam a pesca como eu. Como um desporto e uma diversão, uma forma de estar. O respeito pelo mar e pelos seres que nele habitam é uma constante, sem extremismos e sem devaneios, equilíbrio é a palavra certa.

E sorte porque a pesca com amostras é rica e multifacetada. Um dia vou a Sul pescar nos estuários com light spinning e divirto-me com as cavalas XL e com as Savelhas que saltam fora de agua, como vou aos Cabos e tento os Sarrajões bem cedo. 

Esta malta que tive a sorte de conhecer, são pessoas ávidas por conhecer todas as técnicas e estilos de pesca que há com amostras e isso é muito interessante e compensador. Desbravar e combinar técnicas aplicadas à zona costeira Portuguesa é um exercício fantástico de descobrimento e de desenvolvimento como pescador.


Pegar no setup de Shore Jigging  no inverno e lançar jigs nos pontões é dos maiores prazeres que posso ter nessa época. Intercalar estas saídas, com Urban Spinning ao pé de casa, com setups de light spinning, com fotos e C&R.

Não há nada mais divertido e com descargas monstras de adrenalina do que apanhar corvinas de 30kg com canas da Caperlan e carretos 3000...E com canas de casting ?? Isto é para quem gosta e para quem sabe.

Pesco cada vez mais fino, ferrar um robalo com 3kg com uma cana de LFR (Majorcraft Solpara 7"3) com linhas 0,072 com tensão máxima a 3,357kg e um leader 0,17mm num spot com estruturas sabe bem...Também já abusei da sorte e perdi o peixe, mas fico sempre satisfeito e faço votos que o peixe se veja livre da recordação que lhe deixei.


Mas também sabe bem umas cavalas XL com o setup de LRF, que diversão, que gozo, e à superfície com um popper ??? 

Um light spinning, nos dias de verão, com as aguas aquecerem, bem cedo, umas amostras de superfície fazem um homem renascer.

Pegar na Yamaga e no Nanofil 0,10 e lançar bem longe à procura dos Serras....naquele azul profundo, uns jigs ou uns pencils...Mudar a técnica se passa da hora e fazer uma pesca de esperança, naquela espécie que de vez e em quando conseguimos avistar ali no canto da marina...

E uma incursão aos achigãs com a Solpara ? Pescar com criaturas ?? Claro, os estilos e as tecnicas misturam-se, afinal o LRF tem alguma coisa da pesca ao Bass... 
Vejam o Sam Bosh a deliciar-nos com múltiplas espécies diferentes com um setup de luxo numa ilha de sonho, um exemplo de civismo, o LRF no seu expoente máximo.


Vejam também o que nos nossos amigos Ingleses fazem com o HRF, aqueles bodiões lindos que ferram e os 572 robalos que o Keith nos mostrou, sim 572...e deixou de contar, com setups próprios e as belas canas da Century. Tentar arrancar um bodião daqueles à beirinha da toca com uma cana de LRF ou de light spinning dá direito a perder o peixe e a amostra.

E agora, para fazer mais uma descoberta, mais uma experiência, comecei a fazer Fly Fishing com streamers e moscas feitas por mim. Não estou sozinho nesta etapa, mais uma vez estou acompanhado pelas pessoas que tive a sorte de conhecer.



Só me falta tempo e algum dinheiro para ir mais vezes, para escolher o que me apetece naquele dia, que cana, que amostras, onde ir.....que técnica vou usar.


E você ? Só pesca aos Robalos ???.....Sim ? Que pena!


Um abraço


Fernando Rodrigues.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Mensagem para pessoas inteligentes

Viva,


Veja este video. Se não perceber a mensagem subliminar, veja-o outra vez, até compreender que os recursos marinhos não são infinitos.




 

Obrigado.

Fernando Rodrigues.

domingo, 24 de junho de 2012

Rock Fishing (LRF & HRF)

Viva,

Quando falamos aos amigos e nossos conhecidos e dizemos que gostamos de pescar a grande maioria imagina-me sentado numa cadeira e com a cana na mão, ou coisa parecida...

E quando dizemos que pescamos peixes e devolvemos à agua, perguntam logo se o peixe não prestava...Agora quando vamos fazer umas sessões de LRF e pescamos espécies que na sua maioria não tem potencial gastronómico, pelo menos que eu conheça, então devem pensar que não estou bom da cabeça.

Tenho de explicar-lhes que esta pesca encontra-se recheada de gozo e diversão. Tentar enganar um peixe que vive nas rochas em spots muito visitados, muito queimados não é fácil. 



A prática do LRF na costa Portuguesa é um desafio grande. As aguas do Atlântico são mais frias e a dieta dos peixes é diferente de outros países e zonas. É preciso ter isto em conta, mas nada é impossível e o truque está em encontrar alguns santuários onde com a técnica correcta, a magia LRF acontece.


O equipamento para este estilo é fundamental. Não vale a pensa improvisar ou adaptar, pelo menos na cana. O carreto deve ser proporcional e equilibrar o conjunto, mas não é critico. A linha e o leader são cruciais e depois as amostras, que são especificas e são um mundo.


Vinis pequenos, uns desenhados para o RF outros podemos adaptar da pesca ao achigã, mas até na vertente HRF.


Acessórios que fazem toda a diferença e que dão para fazer rápidas correcções de acordo com as condições e do próprio spot.


E os plugs...de perder a cabeça, nossa e a dos peixes.

E depois as montagens que devemos usar, também de acordo com o spot e as espécies alvo que sabemos existirem. Podemos comprar tudo, mas o bricolage é uma solução.

Estes camarões pequenos são adorados pelos Cabozes e os mini grubs e os slugs também.


Estas são amostras em vinil desenhas e fabricadas especificamente para o RF.

Vá a um spot onde saiba que as Douradas frequentam e ferre um cabeçote neste verme de vinil e tente a sua sorte...

Com este cabeçote ou com um widegap e um chumbinho de correr de 3gr...Não se admire se um robalo de 3k se mandar a isto. Os peixes grandes adoram presas pequenas.


Esparideos venham ver isto...aquelas alas dentro de agua mexem-se com uma vida que faz lembrar um mini cefalópede. 

E o mundo dos plugs que até as tainhas se fazem a isto...

As fotografias são bonitas e tal, mas o que importa mesmo é por isto na agua e pescar, aprender...divertir...aprender...divertir.. e nunca mais acaba este ciclo que é das coisas que mais gosto na pesca. 









LRF é um estilo de pesca e uma forma de estar na vida.

Abraços.

Fernando Rodrigues.


domingo, 17 de junho de 2012

LRF nas Poças e muita diversão...

Viva,

Esta manhã fomos respirar mar e limpar a alma com o azul marinho. Não há nada como estar junto ao mar cedinho e sentir a maresia. Estava nublado quando chegamos mas depois abriu.

Eu, o Luís Barrulas e o Pedro Pinguinha.

Eu montei a set de Rock Fishing, MC Solpara 7"3, Nanofil 0,06 e uma Wander 60 MS Japan Shad e o Daiwa Exceler-S 1500.

Enquanto isso o Pedro colocava uns mini grubs e foi brincar para uma poça grande. Os moradores da poça eram cabozes, pequenas tainhas, um peixe amarelo com cabeça preta que não consegui identificar e um bodião pequeno. 

E ficou por lá bastante tempo e divertiu-se com os cabozes, se bem que queria enganar o bodião, mas não conseguiu, fica para a próxima...





Cada vez gosto mais destas amostras da Lucky Craft....



As cavalas começam a entrar e com a Solpara o gozo é total. Para repetir ,seguramente.

Depois fui também da uma volta pelos buracos e poças e encontrei este amigo, que são autênticos Speedy Gonzalez, de tão rápidos que são.



Por fim, o Luís Barrulas, ferra uma cavala lindíssima, em tons de azul no dorso.





É LRF, é light spinning, é pura diversão e um prazer estar junto à agua.

Abraços.

Fernando Rodrigues.



terça-feira, 12 de junho de 2012

Catalogo Big Hammer 2012

Viva,

Vejam o catalogo Big Hammer 2012 que a Spinart-Fishing preparou para o mercado Português.


Abraços
Fernando Rodrigues.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Catalogo Seaspin 2012

Viva,


Vejam o catalogo da marca Italiana para o ano 2012...

Open publication - Free publishing

Abraços.
Fernando Rodrigues

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Seaspin brevemente na Spinart-Fishing

Conceito da Marca Seaspin, Utopia Tackle - Itália



A criação dos nossos produtos vêm da necessidade do pescador para ter o equipamento certo em cada ambiente individual e com condições de pesca. 


Daí a criação de produtos especializados projectados para dar respostas concretas às questões e necessidades dos pescadores desportivos em todo o mundo que desejam a melhor qualidade nas suas experiências de pesca.


Esta é a chave para o grande sucesso que a marca alcançou em pouco tempo, graças à qualidade e quantidade de capturas que têm tido pescadores em todas as latitudes. 


Os produtos Seaspin propõe algo novo e inovador, tudo foi projectado em Itália, por pessoal experiente e profissional de engenheiros que trabalham em estreita colaboração e com testes específicos para optimizar cada
modelo.


A partir da ideia inicial, os primeiros esboços, desenhos CAD, os primeiros protótipos, moldes para a realização de controle numérico máquinas com tecnologia de ponta de alta precisão durante a etapas manuais de pintura, montagem, controle e muitos testes, afinações e optimizações. Tudo isto é conseguido em cerca de um ano e meio de trabalho para cada modelo.


Este período de projecto, de melhoria, qualidade contínua e controlos e os testes no mar com capturas, criam produtos de grande valor em nome do design Italiano com criatividade e talento.


Seaspin significa experiência, profissionalismo, qualidade, inovação, talento, numa palavra, paixão.






Para além do que leram em cima, que retrata a conceito desta marca Italiana, devo confessar que já conheço alguns artificiais há algum tempo. São originais, não copiam qualquer modelo do mercado, estão muito bem desenhados e construídos e vêm muito bem equipados. 

São a resposta Europeia ao mercado Nipónico a dizer que também sabemos fazer amostras que funcionam, com qualidade e design apelativo aos predadores.

Como apanágio da marca, e sendo a inovação um dos seus trunfos, esperam-se muitas novidades, que estão em fase de protótipos e que teremos disponíveis logo que saiam para produção. Fiquem atentos às novidades. 

Pode vê-las aqui na Spinart.

Abraços.

Fernando Rodrigues.