terça-feira, 16 de outubro de 2012

Mitos, preconceitos e ignorância

Viva,

Tinha de me inspirar de alguma forma para escrever este artigo, não sei se hoje é o dia, mas tenho de tentar libertar algumas ideias e esclarecer alguns aspectos interessantes e outros nem por isso.

O tema é a pesca leve nas rochas, ou seja o famoso LRF. Digo já de caras que vou falar disto, porque sei do que estou a falar. Eu pesco LRF.

Cada um faz a sua pesca como quer, como aprendeu e como pode. Pescar é na sua essência um desporto, uma diversão, um passatempo onde é suposto o pescador gozar de umas horas a fazer aquilo que gosta mais.

A nossa cultura associa os pescadores e a pesca como uma prática pouco interessante, de quem se senta numa cadeira e espera...que suja a praia e as pedras, que fala mal e que são algo rudes... Na minha opinião, em parte existe alguma verdade sobre algumas questões de falta de civismo, mas o que existe verdadeiramente, é uma ignorância enorme em relação à pesca e aos seus praticantes, por parte das pessoas em geral.

Mas a comunidade de pescadores também tem os seus mitos e preconceitos. E são evidentes e sempre mais pronunciados quando surgem novos hábitos, novos estilos, que rompem com os valores os quais estão habituados e que sempre viveram. Chama-se desdém (desprezo carregado de orgulho)

Imaginem a confusão que faz a pescadores que toda a vida ambicionaram pescar robalos, uns atrás dos outros, sempre à procura do robalo da vida deles, quando surge um pescador que cujo divertimento é apanhar cabozes com uma cana que quase nem se vê, um carreto minúsculo e uma linha ridícula com um grub na ponta ferrado com anzol 8# ou 10#? Ou umas cavalas gordas, ou outra espécie qualquer......... Espere, as cavalas já não faz tanta confusão porque aquilo come-se........Fritinhas com farinha......ou escaladas com muito sal, mesmo a pequeninas....

Light Rock Fishing, é uma designação dada pelos criadores deste estilo. Já ouvi tanto disparate sobre esta modalidade que dá a impressão que  perturba a mente das pessoas mais agarradas aos mesmos hábitos de pesca.

Sabem que esta modalidade pode ser praticada com amostras de Achigã, ou vinis pequenos de outras pescas de agua doce? .., e que são usados à décadas por estas pescas. Os Japoneses foram os criadores disto e isso tem uma razão de ser. São exímios pescadores de trutas, de pequenos peixes nos ribeiros, o Ayu por exemplo. Primam por desenvolver técnicas de enganar os peixes com artificiais, na arte de iludir um peixe, seja qual a espécie ou o ambiente.

Há quem pense que o LRF é obra da industria de artigos de pesca, para vender mais e enganar mais uns incautos pescadores. É tanto isso, como a venda de material de pesca para outros estilos e modalidades. Não era preciso as marcas criarem artificiais para o LRF, como já disse, estes já existiam, foi só usa-los. Portanto, aqui também reina a santa ignorância, o mito rancoroso e o preconceito deslavado e diga-se, uma certa estupidez natural.

O LRF é uma forma brilhante de iniciar os mais novos na pesca com amostras. Ajuda a identificar as espécies, a desenvolver as técnicas  o contacto com o material de pesca. Como os peixes capturados têm pouco interesse gastronómico e são pequenos, mas fazem parte da cadeia alimentar e do equilibro dos habitats, induz-se aos mais novos, o respeito pelos seres vivos e a importância em libertar os peixes, a forma de os manipular. 

O LRF não presta, mas o HRF é fixe...(a cana é mais forte..e já dá pró robalo....)

Bom...esta então é para analisar com mais calma Cá está a mesma lógica, o mito, o preconceito e mais uma vez ignorância. Pelo que tenho visto e ouvido por ai, afinal temos pescadores de LRF e HRF mas da Internet, ou então compraram uma cana e um carreto e andam por ai a pescar às escondidas dos amigos com medo de serem gozados. Dou um conselho. Se um dia for apanhado a fazer LRF, digam que estavam a estudar o pesqueiro, a ver se havia comedia pró Robalo entrar...Ou então que o Tareco é doido por cabozes! Pode ser que não seja ostracizado...ou bombardeado com laivos de ignorância.

Calculo que se conta pelos dedos de duas mãos, os praticantes deste estilo em Portugal e o LRF não é nada uma variante do Spinning, a não ser o spinning do carreto, porque de resto, e equipamento, o material, as técnicas e as espécies são totalmente diferentes. 
E é tão verdade, que mesmo dentro das variedades de Spinning (Surf, Estuário, Light,..) têm as suas diferenças, que fazem a MAIOR diferença.

A melhor resposta a estes mitos, preconceitos e ignorância, são os grupos de Rock Fishing sediados no Facebook, com praticantes no Reino Unido, um grupo fortissimo de HRF, com canas da Century desenhadas propositadamente, ou em Espanha com dezenas de praticantes e relatos e fotos diárias de capturas fantásticas, em Itália com vários grupos a concorrer com os Espanhóis, Grécia, Malta, Marrocos, Tunísia, Turquia, França com uma tradição de anos e que derivou no Street fishing, nos rios que atravessam as grandes cidades.

Sim, são milhares de praticantes de LRF que andam por ai a divertirem-se, a pescar, fotografar e libertar. E o número não pára de aumentar, para gáudio de quem se diverte com isto, e com cólicas viscerais, diria mesmo, autênticos nós na tripa, de especialistas a nível das generalidades da pesca com amostras, onde tudo se resume ao Spinning, isto porque o carreto dá voltas sem parar...

Se a industria vai acompanhar ? Pois concerteza que vai e faz muito bem, como fez com o Spinning, Shore Jigging, etc..etc...

O LRF veio para ficar, o HRF também, e venham mais estilos, porque a vida é para a frente e estamos sempre a aprender.

Já agora, sabia que vem ai o Ajing e que o Eging tem de ser potenciado e mais desenvolvido em Portugal ?

Gosto muito de pescar com amostras ao Robalo, em Surf Spinning, Light Spinning, Urban Spinning, Rock Spinning, Shore Jigging, mas também gosto de uma sessão de Ultra light spinning ou se quiserem Ultra light jigging e LRF sempre que posso.... 

Divirta-se com a pesca que mais gosta, mais se adequa à sua pessoa, faça todas as pescas de puder, mas divirta-se, porque a pesca é isso mesmo.

Abraço.

Fernando Rodrigues. 


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Big Hammer no Mundo da Pesca

Viva,

Os produtos quando são de excelência, tornam-se populares "per si". Big Hammer é Big Hammer.

O vinil Paddle Tail com formato quadrado. 

Este mês na revista Mundo da Pesca temos um artigo sobre os Big Hammer.




Abraços.
Fernando Rodrigues.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Top Water

Viva,

Este fim de semana fiz mais uma incursão aos achigãs. Aproveitei o final de tarde para fazer uma pesca de superfície.

Como cheguei ainda cedo comecei com uns vinis tipo criaturas e uns outros que uso nas sessões de LRF. Aliás só levei amostras pequenas.

Estava também a estrear uma cana nova, a Nissin Ardilla 706T, da série Curtis.  A cana em causa é Nissin Ardilla. Esta cana é ultra light e com reserva de potencia para suportar peixes maiores. A Nissin faz canas de topo para Tenkara e Rock Fishing (não LRF). A gama e modelos light para Mebaru e Aji são excelentes. 

Esta Ardilla tem um teor de carbono de 99% e foi uma das características que escolhi devido à sensibilidade extra e para pescar no fundo e sentir os mais leves toques.

Quando estava a pescar com os vinis, reparei nos ataques à superfície, mesmo à minha frente. Não vi bem, mas pareciam tentar comer as libelinhas grandes que ficavam ali a pairar...

Tirei o vinil e coloquei um popper de 5gr. Lancei para a zona onde vi o ataque. Nem dois pops...Vi o peixe surgir, abrir a boca, engoliu o popper e bateu com a cauda na agua. Reagi e puxei a cana e ferrei e a Ardilla respondeu, recuperei a linha e coloquei o peixe ao cima de agua com a boca aberta e assim vinha rebocado, para não dar hipótese de mergulhar porque à volta estavam estruturas com paus.

Folguei um pouco e erro..Mergulhou mesmo em frente a um ramo e a linha enrolou logo...Já estás....Ainda fiquei parado a ver se o peixe se soltava e de vez em quando ele puxava e os ramos abanavam. Resolvi puxar com mais força e o fluoro partiu. Bass e popper perdidos.

Para desanuviar saquei o Pencil F55 da Pockets Maria e WTD naquela agua à medida que o final da tarde ia entrando. 

Em boa hora o fiz , fazia um WTD nervoso e rápido, e eram ataques falhados uns atrás de outros. Baixei a frequência e Zás..



Soltei o peixe e insisti bastante com o Pencil. É absolutamente fantástico ver os ataques à superfície, Top Water or Nothing...

Voltei ao Popper, da Skagit Design, um mimo de amostra. 

Lancei dois pops e Zás, desta vez em aguas abertas e não lhe dei hipóteses, veio rebocado sempre à superfície e assim chegou às minhas mãos. Desferrado e libertado.


Peguei nas pernas e fui andando com popper da Skagit até ao fim da pesca. Tirei mais dois peixes, todos do mesmo calibre.

A pesca à superfície é altamente estimulante e viciante. Pura diversão.

Abraços.

Fernando Rodrigues.

domingo, 16 de setembro de 2012

Seaspin Lab

Viva,

A Utopia Tackles percebeu desde a primeira instância que o fabrico de amostras tinha de acontecer através do ciclo de vida tradicional da criação de produtos.


Criatividade, desenho, engenharia e fabrico, ou simplemente, desenho e produção.

Ao criar a marca Seaspin, fê-lo com essa consciência. Nenhuma dos seus produtos são cópias ou clones de produtos com reputação no mercado. Todas as amostras foram criadas e desenhadas como produtos únicos no mercado, com características distintas.


Não só a concepção, mas também os materiais utilizados e a sua fabricação, foram testados e melhorados, até ao nível que temos hoje.



Os valores de mercado estabelecidos pela marca para as amostras, são reveladores disso mesmo, do investimento que foi realizado.



A Seaspin entrou numa dinâmica imparável de qualidade e criatividade. Todos os anos estão a ser lançados nos novos produtos com excelente qualidade e que acima de tudo cumprem o propósito para qual foram criados, pescar peixe e não o pescador.


Já me tinha congratulado pela existência de uma marca Europeia com produtos ao nível da qualidade Nipónica, mas agora penso que superou todas as expectativas. 





Quando ouvir falar de Seaspin, isso é originalidade, Made in Italy.


Prototipo Stria 95

O laboratório da Seaspin é a unidade responsável por esta componente de desenvolvimento das amostras.

Abraços.

Fernando Rodrigues.


domingo, 26 de agosto de 2012

Porta Canas na 4L

Viva,

Antes do verão consegui concretizar um desejo antigo. Andei cerca de ano e meio a pesquisar e a procurar uma 4L (GTL) que me agradasse, os preços e as condições variam imenso neste mercado de carros com vinte e tal anos.

Encontrei uma que gostei e depois do preço bem negociado veio para casa. Para além da paixão por estes carros, queria juntar a utilidade a esta escolha e passaria a ser o meio veiculo de deslocação para as pescas.

Passado uns dias arranjaram-me uma grade estilo antigo que iria ficar um must na 4L. Recuperei-a, pintei-a e montei-a. Gostei imenso do resultado final. 

Do lado direito da grade equipei-a com dois rolos de espuma (que no futuro servirão para o Kayak) e do lado esquerdo apliquei um porta canas.

Acabei a instalação hoje e testei-o. A única coisa que falta são os elásticos que prendem as canas à volta dos suportes (os terminais já lá estão) e eventualmente um reforço horizontal de espuma na base dos suportes.

Coloquei as canas ao longo do carro. Tinha a hipótese de as posicionar no capot e subrirem até ao tejadilho, inclinadas portanto. A instalação e as peças  para o fazer eram bem mais complexas e sairia mais caro. No capot o suporte teria de ser fixado por ventosas ou iman e o outro suporte seria fixado na grade, tipo isto.


Um suporte deste tipo custa cerca de 130 dolares e pode ser com ventosa ou iman.

Eu optei por fazer o meu com duas peças que comprei no ebay em alumínio assentos de borracha mole.


E ficou assim;










Da esquerda para a direira;

  •  Yamaga Early 100MR cw 10-35, 3m
  • Balzer Alegra Spin 25, Edition IM-12, cw 3-25, 2.45m 
  • MajorCraft Solpara 7"3, cw 0.5-, 2.20m
Abraços.
Fernando Rodrigues.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tarde rica e de qualidade...

Viva,

Já no fim das minhas férias e de volta aos pesqueiros habituais, resolvi depois do almoço ir lançar uns mini casting jigs e umas amostras de ultra light spinning para ver como andavam as modas. 

Na verdade ia orientado às cavalas XL com o equipamento de ULS...mas a coisa saiu diferente.

Estava sozinho do spot..que maravilha, que luxo. Não havia malta a levar as medalhinhas para casa (quando pergunto, dizem sempre o mesmo, fritas "são uma maravilha"...) e eu fico sempre com vontade de partir logo ali a conversa, e dizer "Oh amigo, você já reparou que o peixe frito com farinha sabe tudo ao mesmo???", mas não, calo-me e afasto-me para não assistir aquilo. 

Bom, não estava para brincadeiras e saquei de um plug especial e comecei a sessão com umas varadas que até a Solpara assobiava. Nicles, nada.

Estava também a testar uma linha nova, um 832 de 6lb e aquilo estava a irritar-me porque como estou habituado ao Nanofil e as amostras saem disparadas e voam até quase as deixar de ver, com o 832 a coisa ficava pela metade. De qualquer modo gostei da linha, não oferece muita resistência nos passadores, não absorve muita agua e por isso não fica pesada, apesar de ser de 8 entrançados, podia ter um diâmetro real mais fino, é pena, porque senão era a linha ideal para RF e ULS.

Por falar em linha ideal, ela existe, é bom não esquecer isto. É da Daiwa Tournament que para o caso destas pescas light seria o 0,08 mm de 4,9kg. Esta linha é soberba em todos os aspectos e reúne todas as qualidades que se quer numa linha. É cara, 135m custam cerca de 39 euros, mas vale cada metro. O meu sonho é ter esta linha em todos os meus carretos...




Continuando... A Wonder 60 MS Shad Japan estava na agua e de vez enquanto via umas cavalas que vinham no giro e perseguiam a amostra, dando-lhe por vezes uns toques, mas sem fazer qualquer investida. A situação passava-se ali aos meus pés. 

Verifiquei o fluoro que tinha...um 0,17 Soft da Seaguar, tudo em ordem.

Estava já em transe com o azul da agua, o sol a pique e o almocinho no bucho, quando apanho um susto do caneco. Vem de lá uma coisa a nadar ou voar à superfície da agua e a fazer um estradalhaço impressionante..fixei o olhar naquilo e coisa foi rápida. A primeira sensação que tive era que parecia ser um peixe voador...


Mas quando parou é que vi o que era. Um peixe agulha tinha endoidecido.. literalmente passou-se ou zangou-se ou outra coisa qualquer, mas o coitado não estava bem e resolver fazer uma rasante com direito a drifts e tudo...

E a coisa voltou a sossegar...

"Que coisa, então as cavalas não querem nada comigo ?", pensava já em mudar de amostra e começar a varrer o arsenal quando, zássssssssss, zzzzttttttttttt (tenho sempre o drag um bocadinho aberto, com linhas finas tem de ser assim, senão bate um peixe grande e adeus), splash....splash (sim foram 2) e depois recuperar com uns zzzztttt mais pequenos e com cuidado para que o peixe não começar a escamar (é outra coisa que me aflige nas savelhas), tirei a maior savelha da minha vida.


Consegui devolver o peixe sem uma escama a sair, fiquei orgulhoso do feito e disse cá para mim "Boa, as cavalas não querem nada, mas as savelhas XL andam cá..."

Arrumei a Wonder e coloquei um Vibrator Pockets da Maria na cor verde natural e comecei a recuperar o Vib sempre a 20cm da superfície... 

Era vê-las virem do fundo, ferrarem o Vib e saltarem fora de agua...Querem pesca mais Nice que esta ??? Uns mini tarpons com canas ULS é só gozo. Foram 6 ao todo e grandes...Tudo voltou à sua vida aquática e marinha.








As cavalas continuaram a gozar comigo durante a tarde e fui-me embora com um sorriso nos lábios e a pensar que é por isto que eu gosto de pescar.

Abraços.

Fernando Rodrigues.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sorte...Tive sorte...

Viva,

Já estava para escrever este post há vários meses e aproveito um momento de pré-férias para escrever umas linhas sobre esta vida..a vida da pesca.

Tive sorte de conhecer um grupo de pessoas e amigos que pensam a pesca como eu. Como um desporto e uma diversão, uma forma de estar. O respeito pelo mar e pelos seres que nele habitam é uma constante, sem extremismos e sem devaneios, equilíbrio é a palavra certa.

E sorte porque a pesca com amostras é rica e multifacetada. Um dia vou a Sul pescar nos estuários com light spinning e divirto-me com as cavalas XL e com as Savelhas que saltam fora de agua, como vou aos Cabos e tento os Sarrajões bem cedo. 

Esta malta que tive a sorte de conhecer, são pessoas ávidas por conhecer todas as técnicas e estilos de pesca que há com amostras e isso é muito interessante e compensador. Desbravar e combinar técnicas aplicadas à zona costeira Portuguesa é um exercício fantástico de descobrimento e de desenvolvimento como pescador.


Pegar no setup de Shore Jigging  no inverno e lançar jigs nos pontões é dos maiores prazeres que posso ter nessa época. Intercalar estas saídas, com Urban Spinning ao pé de casa, com setups de light spinning, com fotos e C&R.

Não há nada mais divertido e com descargas monstras de adrenalina do que apanhar corvinas de 30kg com canas da Caperlan e carretos 3000...E com canas de casting ?? Isto é para quem gosta e para quem sabe.

Pesco cada vez mais fino, ferrar um robalo com 3kg com uma cana de LFR (Majorcraft Solpara 7"3) com linhas 0,072 com tensão máxima a 3,357kg e um leader 0,17mm num spot com estruturas sabe bem...Também já abusei da sorte e perdi o peixe, mas fico sempre satisfeito e faço votos que o peixe se veja livre da recordação que lhe deixei.


Mas também sabe bem umas cavalas XL com o setup de LRF, que diversão, que gozo, e à superfície com um popper ??? 

Um light spinning, nos dias de verão, com as aguas aquecerem, bem cedo, umas amostras de superfície fazem um homem renascer.

Pegar na Yamaga e no Nanofil 0,10 e lançar bem longe à procura dos Serras....naquele azul profundo, uns jigs ou uns pencils...Mudar a técnica se passa da hora e fazer uma pesca de esperança, naquela espécie que de vez e em quando conseguimos avistar ali no canto da marina...

E uma incursão aos achigãs com a Solpara ? Pescar com criaturas ?? Claro, os estilos e as tecnicas misturam-se, afinal o LRF tem alguma coisa da pesca ao Bass... 
Vejam o Sam Bosh a deliciar-nos com múltiplas espécies diferentes com um setup de luxo numa ilha de sonho, um exemplo de civismo, o LRF no seu expoente máximo.


Vejam também o que nos nossos amigos Ingleses fazem com o HRF, aqueles bodiões lindos que ferram e os 572 robalos que o Keith nos mostrou, sim 572...e deixou de contar, com setups próprios e as belas canas da Century. Tentar arrancar um bodião daqueles à beirinha da toca com uma cana de LRF ou de light spinning dá direito a perder o peixe e a amostra.

E agora, para fazer mais uma descoberta, mais uma experiência, comecei a fazer Fly Fishing com streamers e moscas feitas por mim. Não estou sozinho nesta etapa, mais uma vez estou acompanhado pelas pessoas que tive a sorte de conhecer.



Só me falta tempo e algum dinheiro para ir mais vezes, para escolher o que me apetece naquele dia, que cana, que amostras, onde ir.....que técnica vou usar.


E você ? Só pesca aos Robalos ???.....Sim ? Que pena!


Um abraço


Fernando Rodrigues.