quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mais Berkley Nanofil

Viva,

Depois dos diâmetros 0,06 e 0,15 testei o diâmetro 0,10 num setup de spinning médio a leve.





Antes de falar neste teste e aproveitando para actualizar a opinião sobre os diâmetros que tenho usado e já com umas quantas sessões de Rock Fishing com linha Berkley Nanofil 0,06, não me deixam quaisquer dúvidas que encontrei a linha ideal para este estilo de pesca. Consigo lançar distancias consideráveis com artificiais a começar nas 2,5gr, de facto consigo com estes pesos distâncias idênticas como se lançasse amostras de 15gr ou mais, num setup de spinning tradicional. 

Devido à ausência de memoria desta linha, conseguimos ter uma sensibilidade fantástica em acção de pesca, inclusive perceber que tipo de fundo e sentir o trabalhar de amostras pequenas como são o caso de Rock Fishing.


Outro factor que me surpreendeu pela positiva, foi que a linha permanece seca, lançamento após lançamento, devido à sua composição, não absorve agua e com isso não ganha peso, mantendo a sua capacidade de lançamento sempre no máximo.


Mesmo em dias de vento e pelo facto de serem diâmetros mais finos, não ficam sobre a influência deste factor, o que facilita no lançamento, o controlo da linha e a apresentação do artificial.






O diâmetro 0,10 é ideal para spinning médio/leve. Permite efectuar lançamentos longos com amostras de 10gr e facilmente com uma cana de 2,40m e um casting weight 5-25, obtemos um conjunto que irá seguramente surpreender muitos, particularmente os fans de distâncias grandes. Nos primeiros lançamentos nota-se imediatamente que a linha não tem peso e voa muito bem, oferecendo muito pouca resistência e proporcionando à amostra que chegue mais longe. Cai suavemente na agua e fá-lo sempre, porque como não ensopa, mantém sempre o peso original.


O 0,10 tem uma tensão de ruptura de 5,732 quilos, mais do que suficiente para segurar bons exemplares, desde que se possua uma boa cana e o drag bem regulado. O 0,06 segurou este robalo com uma cana de RF.


Robalo capturado com Berkley Nanofil 0,06




Considero obrigatório o uso dos nós recomendados pela Berkley para esta linha. Cada bobine contem uns folhetos de guia que ensinam dois nós. O Double Palomar e o Double Albright, ambos muito fáceis de fazer. 




Quando mais fina for a linha a usar, mais cuidado deverá ter na realização dos nós e tente sempre que o fluoro tenho diâmetros o mais perto da linha madre. No meu caso esta tabela resultou sem problemas.


  • Nanofil 0,06 com Fluoro de 0,17 a 0,20mm máximo para Rock Fishing
  • Nanofil 0,10 com Fluoro de 0,25mm para Light Spinning
  • Nanofil 0,15 com Fluoro de 0,28mm para Surf Spinning
Daiwa Exceler-S 1500 com Berkley Nanofil 0,06


Até à data não tive um único problema com o nó a passar nos passadores, se bem e por regra faço leaders com meio metro. Por falar nisto, se em acção de pesca verificar que as aguas estão um pouco tapadas ou se estamos de noite, experimente pescar directo, eu fi-lo e não me dei mal. Como os diâmetros são muito pequenos, são menos visíveis. 


Esta linha não faz qualquer fricção nos passadores, nem tão pouco aquele som característico do multifilamento quando está em tensão. Devido à sua composição parece ser plastificado ao toque e analisando de perto a linha, percebe-se a razão pela qual não ensopa e passa suavemente nos passadores. Uma das propriedades do Gel de polietileno é dar este acabamento plastificado às centenas de fibras de Dyneema ligadas molercularmente.


Outra característica positiva é a cor da linha. Este "branco" translucido é perfeitamente visível à noite e como sabemos é muito importante ver a linha, saber sempre onde está, para quem pesca com amostras.


Com os três diâmetros que usei não fiz uma única cabeleira, mesmo lançando amostras de 1,5gr. Mais uma vez e como estamos na presença de linhas muito finas, é obrigatório encher antes a bobine do carreto com teflon grosso. É o enchimento ideal para esta linha, faz uma boa cama e é branco. A estética também conta. Deixe cerca de 1mm entre o fim da linha e o rebordo da bobine, não deixe a linha à pele...


Para cortar a linha deverá usar uma tesoura com serrilha, tal como o multifilamento. É mais difícil cortar esta linha com uma tesoura normal do que um multifilamento.


Fiquei fã desta linha e vou usar e abusar disto. Vai seguramente dar-me vantagens em relação aos multifilamentos que tenho e uso.




Tabela de diâmetros e tensão máxima.

Berkley Nanofil 125m
Diâmetro0,02mm0,04mm0,06mm0,08mm0,10mm0,12mm0,15mm0,17mm0,20mm
Diâmetro real0,035mm0,054mm0,072mm0,091mm0,110mm0,133mm0,162mm0,183mm0,192mm
Tensão Max1,415kg1,964kg3,357kg4,012kg5,732kg6,934kg7,659kg9,723kg12,649kg

Se por acaso encomendar um 0,06 e ao receber a linha verificar que é a espessura de um cabelo, não se assuste, é mesmo assim. O 0,02 deve ser interessante...

Abraços.
Fernando Rodrigues.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Owner SoftBaits

Viva,

A Owner já tem Softbaits faz uns tempos, mas recentemente incluíram alguns acessórios que ajudam a potencia-los ainda mais.





Estamos a falar de vinis para Achigã, mas que a grande maioria senão todos mesmo, podem ser usados em agua salgada.

Os vinis em causa são estes :

Yuki Bug

Shiver Tail

Shaky Worm

Ribeye Swimbait

Nervous Rex

Baby Yuki Bug

Wounded Minnow


Mas o torna estes produtos verdadeiramente interessantes são as "equipagens" ou se quiser as ferragens e por ser a Owner, são várias as soluções.






Vejam os vídeos que são esclarecedores. Alguns destes vinis servem perfeitamente para um light spinning no estuário, baías ou mares calminhos, e outros para HRF como é o caso dos dois Bugs.











Dá vontade de irmos já experimentar, não dá?

Abraços.
Fernando Rodrigues.






domingo, 8 de janeiro de 2012

Rock Fishing Gourmet

Viva,

Custa levantar de cama às 06:30 em Janeiro, mas depois do esforço e algum sacrifício e um Nespresso bem saboroso, estamos recompensados e a caminho de mais uma manhã de qualidade.

Material para dentro do carro e fui buscar o Pedro Pinguinha à hora combinada.

Pelo caminho fomos falando da vida e da pesca...e dos spots que iríamos escolher. A maré estava vazia à hora de chegada.

Jogamos pelo seguro e fomos para o spot que nos deixa sempre com saudades de voltar.

Montei a Solpara e coloquei um Casting Jig da marca Nipónica Finesse, com 8gr, na cor SS Gold. Fiz alguns lançamentos, e no segundo, ao passar numa zona de vegetação subaquática, um robalete atacou prontamente a amostra que estava equipada com um single da Owner nº#4.


Continuei com o mesmo casting jig, e três lances depois, na mesma zona, outro, ligeiramente maior.


Mudei de amostra. Tinha comprado numa grande superfície, uns casting jigs de 2,5gr para as trutas. Resolvi colocar aquilo na agua e em boa hora o fiz. Os restantes robaletes foram capturados com um casting jig desses.



A determinada hora deixou de se notar a presença dos robalos e optei por testar uma amostra muito pequena que o Pedro me tinha dado. Tem uma excelente cor (tons de verde) e tem uma pala grande para mergulhar bem.
Ao primeiro lançamento, esta savelha atacou sem medos. Devo dizer que adorei a amostra em causa, tem um comportamento o mais errático que já vi e talvez por isso altamente provocatória.


Com estes quatro robaletes "au Rock Fishing", pode-se dizer que foi uma sessão gourmet, mas todos os peixes foram C&R. 

Agora falta os peixes do Pedro e a sua história. Fiquemos a aguardar, aqui na Pesca ao Engano.

Abraços.
Fernando Rodrigues.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Swat Rock Fishing Op's

Viva,

Eram 05:00 e soou o alarme. 

Com movimentos mecanizados e altamente treinados e o instinto a voltar a níveis de prontidão habituais, fiquei equipado e pronto num àpice.

Peguei no gear e fui lá para fora. Não estava tanto frio como esperava. Vento zero o que é bom para os snipers. 

Ás 05:31 o meu transporte chega. Pego no gear faço uma ultima verificação e entro no veiculo que acelera a fundo para irmos buscar mais dois membros da Swat.

O tempo que tínhamos previsto era de 15 minutos desde o meu pick point até ao próximo. Cumprimos ao segundo. O operacional em causa não estava no local e ao consultar o manual, tivemos a indicação de iniciar manobras para o próximo pick point e contactar o operacional ausente por rádio, para que estivesse presente na segunda tentativa. 

Escudado será dizer que levamos uma reprimenda porque não cumprimos os tempos inicialmente atribuídos.

Eram 06:40 quando a equipa estava toda reunida e a caminho do spot. Durante o caminho estudámos as tácticas, as armas que íamos usar e as munições que íamos lançar, tudo ao pormenor.

Chegados ao spot ainda de noite, usamos a luzes de navegação e night vision para montar o gear e cada um posicionou-se de acordo com o terreno e o combinado. Não havia hipótese, eles estavam cercados. 


O operacional Rodrigues fez logo uma pausa no inicio para comer uma bucha. Não se dão tiros de barriga vazia...


De repente desatou tudo aos tiros, como era de noite era ver as tracejantes a passarem...Mas nada...eles andavam bem escondidos e camuflados.


O operacional Felício, largou a arma e num acto de coragem, começou a tirar fotografias, para tudo fique registado, especialmente aquele cenário de guerrilha...


Como estávamos a ficar já apertados, porque eles andam escondidos e nós já tínhamos gasto algumas munições, mas uma vez o operacional Felício colocou-se num sitio alto e tzzzzzzzzzzzzzz... apanhou um, o que de facto teve um efeito psicológico em todos nós. Ficamos muito mais motivados.


Aqui está o agressor que foi levado pelo Inem.




Antes de o levarem, foi apertado para dizer onde estavam os outros, mas não se abriu, o malandro de nome Savelha.

Os minutos passavam e de vez em quando eram visíveis uns vultos e na tentativa de intercepta-los, o operacional Carrilho acertou num de raspão, mas sem consequências.

Entretanto o operacional Rodrigues achou que estava na hora de nova bucha.

A central informo-nos via rádio que eles se tinham escapado e estavam a monte. Reuni-mo-nos à volta da viatura e fomos em marcha de urgência em perseguição até ao local que o comando central nos tinha referido.

Montamos o perímetro e agora é que era. 

O operacional Rodrigues é o primeiro a capturar um dos rufias.


Veio o operacional Barrulas, especialista em acção psicológica, o apertou com ele. Ao fim de 5 minutos disse tudo que sabia. Eles estavam ali. Este chama-se robalete e vai para o tribunal de menores.

Depois foi o fim do mundo. Era de todos os quadrantes, fogo cruzado..!!!

O operacional Felício salvo-nos a todos, quando eles mandaram este míssil para nos atacar. Se tivesse passado a barreira de defesa, estamos feitos. Mas,  com um lock on target,  o atacante foi interceptado e jaz no chão. Este já não tomava banho à meses, tresandava. 


É o celebre Agulha, especialista em arrombamentos.

De seguida, o operacional Carrilho, saca da sniper gun Graphite Leader e num espaço de minutos limpou estes todos...head shot...



e ao terceiro head shot, operacional Pinguinha tem um ataque de fúria e morde um rufia na cauda. O homem é dos Rangers, nada de brincadeiras.


Esta trupe eram os irmãos Savelhas...os braços direitos dos grandes...

Nisto o operacional Barrulas comenta ao operacional Rodrigues que o lenço que ele tem ao pescoço é meio maricas...assim como as amostras de Rock Fishing... Passado um pouco, o operacional Barrulas parte o equipamento contra uma parede e fica triste. O operacional Rodrigues faz rsrsrsrsrsrsr...

E numa ultima tentativa de escaparem, mandam uma bomba cheia de electrões para nos electrocutar a todos...mas o operacional Barrulas saca duma granada super ferrugenta e tzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz....



E foi assim a operação especial que tivemos hoje. Os grandes acabaram por escapar...mas vamos dar com eles um dia destes, mais tarde ou mais cedo...

Um abraço.
Fernando Rodrigues.



sábado, 3 de dezembro de 2011

Nojo's Urban Rock Fishing

Viva,

Mais uma escapadela nocturna depois de um dia de trabalho. Fomos a um dos  spots urbanos fazer uma tide change na senda de continuar a testar os artificiais que temos, numa configuração de Rock Fishing.

Nesta sessão queria testar e insistir com uns vinis que o Andy Kendrick me tinha enviado para experimentar. São uns vermes articulados que podem ser equipados de várias maneiras, sendo nesta sessão foram à Texas style com um wide gap e um chumbo fendido de 5gr colocado no anzol entre o vinil e o olhal.

Estes vinis são os Nojo's.
12cm, 15,2cm 18cm e 24cm







E foi com um de 12cm que no segundo lançamento, deixei que tocasse no fundo e dois toques de ponteira. Ao terceiro, um puxão e lanço a mão ao drag para o fechar completamente (dois clicks) e a Solpara trabalha toda vergada. Baixei a cana e puxei o peixe o mais depressa que pude para a superfície porque tinha à minha volta muitas estruturas para onde o peixe se podia refugiar. 

Como estava sozinho tive de trazer o peixe pela linha e à superfície, até à zona onde tinha o xalavar. Icei o peixe e contemplei o que já tinha visto para dentro de agua. Era uma bonita baila, a maior que já apanhei.







Ficha técnica;
  • Cana Major Craft Solpara SPS-732M
  • Carreto Daiwa Exceler-S 1500 
  • Linha Berkley Nanofil 0,06
  • Terminal Fluorocarbon Trabucco 0,17
  • Amostra Nojo's 12cm castanho
  • Cabeçote : Anzol wide gap #1 (com chumbo fendido)
Abraços.
Fernando Rodrigues.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Robalo Rock Fishing Style

Viva,

Numa madrugada destas, já com o frio a entranhar-se, fui fazer uma sessão de RF num spot secreto.

Já com o sol a aquecer os ossos, um robalo resolveu atacar a amostra de vinil e animar uma manhã bem passada.

O material foi posto à prova e passou.





Ficha técnica :



Cana       : Major Craft Solpara SPS-732M
Carreto    : Daiwa Crossfire 1500 
Linha      : Berkley Nanofil 0,06
Terminal  : Fluorocarbon Trabucco 0,17
Amostra  : Delalande Baby Buster 7,5cm 
Cabeçote: Spinart J1 5,6gr com um MUSTAD 32833BLN


O peixe não foi libertado.


Abraços.
Fernando Rodrigues.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cefalópedes de Outubro


O final do verão é um período um pouco indeciso. Podemos chamar-lhe uma back season. Nesta altura há que regressar à rotina, as escolas, os dias pequenos, virar para dentro de casa. O tempo livre é mais curto.

O que me valem são as Lulas (os charutos) e os outros cefalópedes. Umas pescas rápidas, com as companhias do costume.





Os Chocos também andam pelo fundo, mas são pequenos.


E por vezes uns polvos. Esta pesca é lenta, intercalada com umas animações, mas sempre perto do fundo (por vezes as Lulas andam mais a meia água, podemos dar uns esticões mais vigorosos que trazem o palhaço mais acima e depois deixamos descer novamente). É uma pesca muito tranquila, sem dúvida, dá tempo para conversar e trocar impressões. Por vezes sinto prisões, nas pedras, ou alguma outra estrutura no fundo, mas na maioria das vezes consigo desprender o palhaço. No entanto existem algumas prisões que não são pedra.


Por diversas vezes senti toques suaves, e ferrei logo. Quando tento recolher está preso... Pois é, são os polvos que atiram um tentáculo ao palhaço, e com os outros agarram à estrutura. Com alguma insistência conseguimos levar a melhor, mas sempre com calma. Se formos bruscos perde-mo-los na certa.



Adeus cefalopedes, até Abril. É tempo de me virar para a praia e experimentar umas amostras novas.



Abraço,
Miguel