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quinta-feira, 22 de março de 2012

O peixe está na agua!!!

Viva,

Vamos voltar a dar vida a este blog com conteúdos que já foram um must, apresentando as novidades que surgem no mercado da pesca com amostras e vamos intercalando com uns reports de capturas com alguns bricolages e técnicas e dicas que vamos aprendendo.

Este ano tinha dito a mim mesmo que queria fazer uma captura de excelência para o Robalo. E queria fazê-lo na praia, aquele robalo bonito, corpo de prata, um lobo do mar.

Não saiu. Diga-se que também não fui as vezes que devia, para quem tinha essa intenção. O peixe está na agua!!, mas a agua é muita....

Acabou por sair numa pesca diferente, sem expectativas de exemplares maiores , embora o que me tenha saído um robalo de porte médio, fiquei obviamente satisfeito.

Estava a pescar com o Pedro Pinguinha e a noite estava agradável, a maré subia e faltavam umas 3 a 4 horas para o pico da cheia. O vinil estava a fazer a sua função e já tinha tido dois toques bons, onde ocorreram umas ferragens falhadas...com uns raios e coriscos pela boca fora, insisti na mesma formula e deixei o vinil trabalhar na corrente entre aguas, nos romances criados pelas correntes e refluxos e fiquei atento à subtileza dos toques que tinha sentido.

Nas ferragens anteriores, foram precedidas de um toque muito leve, muito a medo. Quando voltei a sentir esse mesmo sinal, voltei a fazer o movimento de ferragem com a cana, e esta vergou tal como da primeira vez, mas agora o anzol estava bem cravado e a luta foi e tinha de ser muito breve.

O drag estava totalmente fechado, ali só a cana e o pulso e antebraço amortizam as cabeçadas do robalo. Veio para a superfície em poucos segundos e foi ai que ele debateu, já com poucas hipóteses, não o deixei entrar na agua, e dava chapadas com o corpo na superfície. Se o deixasse mergulhar, eventualmente criava problemas porque assim conseguia fazer mais força na linha. 

O Pedro auxiliou-me a tira-lo e em menos de nada estava controlado. 

Foi a captura mais rápida que fiz. Estava ferrado com o anzol no céu da boca, como manda a lei e dizem que os peixes não se debatem tanto quando assim é. Pesava 3,123Kg.


Abraços.
Fernando Rodrigues.

sábado, 24 de setembro de 2011

Rock Fishing de Oito pernas

Viva,

Numa noite destas voltamos aos Cefalópodes mas  aqueles que eu queria não andavam por lá.

Como tinha levado alguns vinis para Rock Fishing e a noite convidava, tirei o palhaço e montei um mini raglou branco e com a montagem de oliva solta na linha, sondei as imediações. 

Não tive toques, nem no fundo nem a meia agua. 

Troquei o vinil e coloquei um verme vermelho cortado ao tamanho do anzol e sondei o fundo. Não havia vento e a maré corria pouco, estava uma noite excelente, com Lisboa lá ao longe, bonita como sempre.

Lancei ali para o lado junto a uma muralha e recuperei muito devagar, o Daiwa Crossfire 1500 rolava e parava. Dava uns toques muito suaves de ponteira a querer animar aquele verme por forma que a sua cauda vibrasse. 

Recupero mais um pouco, sinto um peso, faço a ferragem e venho a rebocar qualquer coisa que não lutava pela vida, mas libertou-se. Voltou a lançar para a mesma zona, volta a prender, sinto peso, ferro, cana vergada e desta vez vi o que era...



Um pequeno polvo, ferrado por baixo quase junto à boca, deve ter atacado a amostra à polvo, "voando" para cima da comida e fechando de seguida.

Não sei se foi coincidência, mas o polvo tinha os mesmo tons e cores do chão. Uma capacidade fantástica destes animais, o mimetismo. 

O rock fishing é uma pesca que reserva muitas surpresas.

Abraços.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Spinning Urbano

Viva,

Tal como o Miguel, eu também gosto de fazer esta pesca urbana (Street Fishing), pelas mesmas razões que ele referiu, pela leveza e simplicidade do equipamento, pela proximidade dos pesqueiros e respectivo conforto e acima de tudo porque durante a acção de pesca temos a possibilidade de conversar e trocar ideias, tornando a coisa muito mais social e divertida.

A distancia entre ferrar um robalo e passado um pouco estar na esplanada de um bar a celebrar é muito curta neste urban fishing. Tem também a grande vantagem de se fazer uma pesca depois do jantar a qualquer dia da semana para relaxar entre dias de trabalho. A noite junto aos estuários, com as luzes da cidade como pano de fundo e com aquela expectativa de sermos surpreendidos  com uma espécie e um exemplar com que sonhamos, torna esta pesca quase mágica.

Dias depois de o Miguel ter ferrado dois robalos Ver aqui, voltei com o Pedro Pinguinha, para passar mais umas horas agradáveis junto à agua, mas num spot diferente. A corrente já se sentia na direcção ideal. Montei a cana habitual que uso no estuário, e coloco um vinil branco e começamos a sondar os pilares e recantos da zona circundante. 

A zona é relativamente funda e fiz trabalhar a amostra em todas as capas de agua, fazendo-a subir e descer suavemente. A corrente era suficiente para fazer trabalhar a amostra e por isso fazia um espécie de vertical jigging , mas sem os habituais puxões e twich's, era devagar até bater no fundo e subir até ver novamente a amostra.

Comecei pelo lado mais interior dos pilares, quase a deixar a amostra entrar para de baixo das estruturas e a meia agua e à terceira ou quarta passagem, ferrei uma baila muito bonita e de bom porte.


Muita luta na ponteira da cana, mas tinha o drag totalmente fechado e apenas com a acção da cana para amortecer as pancadas e com o pulso a tentar compensar, puxei o mais depressa que pude para a superfície. O tipo de estrutura e a quantidade de obstáculos, particularmente na parte interior, se deixamos o peixe sair um pouco, arriscamos a roçar o multi e lá vai peixe e amostra. Portanto, a ideia é ferrar bem, esperar que o peixe tenha engolido bem a amostra com o anzol posicionado e confiar no material. À superfície e com o peixe à vista já podemos dar um toque no drag e abri-lo um pouco, mas controlando sempre a linha que o peixe leva. Isto tudo acontece sempre de forma muito rápida e o tempo para pensar é pouco.


Como a agua estava a vários metros da parte superior dos pilares, pedi ajuda ao Pedro para me içar o peixe para cima, já que não tenho xalavar com cabo daquela dimensão.

Bailas nos estuários ? Aí estão elas, esta captura não é inédita e concerteza não será a ultima. Tal como me disse o Pedro, se há robalos, porque razão não deveria de haver bailas ? 

Com este brinde seguimos na sessão com mais entusiasmo e alento, lançámos mais para fora, varremos junto ao fundo na esperança de despertar os sentidos de uma corvina, mas nem os Charrocos deram sinal.

Por volta das 00:00 voltámos a casa, porque no dia seguinte é dia de trabalho.

Equipamento Descrição
Carreto Okuma VS-30a
Cana Okuma Salina Seaspin 2,10 cw 15-45
Amostra Sandeel 12,5cm - 23gr Branca Savage Gear
Cabeçote Savage Gear 16gr anzol 1/0
Linha Power Pro 20lb
Leader Seaguar 0,33 fluorocarbon


Abraços.

Fernando Rodrigues